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Deus deu ordem “...Produzam as águas cardumes de seres viventes... as águas produziram abundantemente segundo as suas espécies...”. Logo as águas tornaram-se na fonte de vida dos peixes. Tire o peixe da água e ele morre, porquê? Porque se afastou da sua fonte de vida. Deu ordenou à terra que produzisse erva verde que dê semente segundo a sua espécie e árvores de fruto cuja semente está nele segundo a sua espécie. Logo a terra tornou-se na fonte de vida das plantas. Tire a planta da terra e ela morre, porquê? Porque se afastou da sua fonte de vida. Por fim Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele... sobre toda a terra...”. O homem não veio da terra nem da água. O homem veio de Deus, logo Deus é a fonte de vida do homem. Se o homem se afastar de Deus morre, porquê? Porque se afastou da sua fonte de vida. Assim como o peixe precisa estar em comunhão com a água e as plantas em comunhão com a terra. O homem precisa estar em comunhão com Deus, para viver.

 

Falamos um pouco acerca disto no primeiro capitulo, é muito fácil estarmos envolvidos em tantas actividades religiosas, que nos esquecemos do mais importante: Estar em comunhão com Deus.

 

Depois de estudar um pouco mais acerca do ministério de Jesus, verifiquei que Ele se apartava muitas vezes das actividades do ministério, para estar a sós com o Pai (orar e esperar em Deus). (Mc.1:45) “Jesus já não podia entrar abertamente numa cidade, mas conservava-se fora em lugares desertos; e de todos os lados iam ter com ele”. Jesus era muito popular, as multidões seguiam-no para todo o lado, era uma bela altura para fazer mega-reuniões, levantar grandes ofertas para o ministério, seria natural pensar assim hoje em dia. No entanto Jesus tem uma reacção diferente a este tipo de popularidade, parece que Ele dava mais valor a outra coisa: retirava-se para os desertos e Lucas diz-nos o que Ele fazia nos lugares desertos, (Lc.5:16 ) “...ali orava”. Jesus dava mais importância a manter uma comunhão intima com o Pai, do que alimentar a sua popularidade e o sucesso financeiro do seu ministério. Outras vezes Ele era o primeiro a levantar-se, (Mc.1:35) “De madrugada, ainda bem escuro, levantou-se, saiu e foi a um lugar deserto, e ali orava”. Isto mostra que Jesus cuidava por ser um homem de, Oração e comunhão intima com o Pai, (Mt.14.23,25) “Tendo-as despedido, subiu ao monte para orar à parte. Ao anoitecer, estava ali sozinho. Á quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar”. Uma vigília eram três horas, a quarta vigília da noite, eram seis horas da manhã. O que quer dizer que desta vez, Jesus orou cerca de doze horas seguidas.(Lc.9:29) “Enquanto ele orava, mudou-se a aparência do seu rosto, e a sua roupa tornou-se branca e resplandecente”. Tinha uma comunhão tão forte com Deus, que em momentos de oração chegava a “passar para o outro lado”. (Lc.6:12) “Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar; e passou a noite toda em oração a Deus”. Apesar do grande sucesso no ministério, fica claro que Jesus, mantinha a comunhão com o Pai, acima de tudo. 

 

Por vezes os discípulos tentavam fazer o mesmo que Jesus fazia mas parece que se esqueciam de alguma coisa, (Mt.17:21) “mas esta casta de demónios não se expulsa senão à força de oração e de jejum”. Finalmente os discípulos aprenderam o segredo e seguiram-lhe o exemplo, (At.1:14) “Todos estes perseveravam unanimemente em oração”. (At. 3:1) “Pedro e João subiam ao templo à hora da oração...”. (At.6:4) “Mas nós perseveraremos na oração...”. (At.16:13) “No sábado saímos ... onde julgávamos haver um lugar de oração”. (At.16:16) “Ora, aconteceu que quando íamos ao lugar de oração...”. (Rm.12:12) “...perseverai na oração”. (Ef.6:18) “com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito...”. (Col.4:2) “Perseverai na oração...”. (I Pe. 4:7) “...vigiai em oração”.

 

Uma das armadilhas do diabo nestes últimos tempos, é secularizar a igreja. Como no principio a igreja entrou no mundo e os seus princípios influenciaram a sociedade daqueles dias, no fim é o mundo que tende a entrar na igreja e os seus princípios a influenciar a vida dos crentes. A oração individual e a comunhão com Deus, guarda-nos dos enganos do inimigo e prepara-nos para fazermos a obra de Deus.