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Os frutos do espírito são a manifestação do carácter de Deus através da vida do crente.

Ezequiel 36:26, 27
«E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis»

Nesta passagem, Deus prometeu um tempo de mudança. Até aquela altura, ninguém era nascido de novo, ou seja, ninguém tinha a natureza de Deus dentro de si. Por isso, precisavam de oferecer sacrifícios, continuamente, pelos seus pecados e transgressões. Todos os anos sacrificavam um cordeiro, e o sangue cobria os seus pecados. Ainda assim, inclinavam-se constantemente para o mal. Por isso existia uma Lei com uma série de regras a serem cumpridas. Se alguém transgredisse uma regra, era culpado de transgredir a Lei.

Dentro de seus espíritos existia ainda a velha natureza do Adão, caído da glória de Deus. Mas Deus prometeu que não seria sempre assim, pois viria o tempo em que Ele iria tirar o coração de pedra, a natureza errada, e colocar o Seu Espírito para que andassem nos Seus estatutos.

Para andarmos na palavra de Deus precisamos ter a natureza de Deus dentro de nós. Gloria a Deus por já sermos nascidos de Deus! No dia que entregámos a nossa vida a Jesus, Ele retirou a velha natureza de dentro de nós e colocou a natureza de Deus. Agora, o fruto que manifestamos é diferente daquele que manifestávamos, pois temos uma nova natureza.

Poderá questionar-se se o homem peca porque é pecador, ou é pecador porque peca. Ou ainda, se a laranjeira dá laranjas porque é laranjeira, ou é laranjeira pelo facto de dar laranjas. A verdade é que esta árvore dá laranjas porque é laranjeira, tal como o homem peca porque é pecador.

O fruto é a manifestação visível da natureza da árvore, a qual não pode ser alterada. A religião pode mudar a aparência e os hábitos, mas não muda a natureza. Por esta razão, Jesus diz que é necessário nascer de novo.

Não estamos aqui a falar dos frutos do Espírito Santo. Na verdade, quem produz o fruto somos nós. No evangelho de João, Jesus diz: “Eu sou a videira verdadeira, meu Pai é o lavrador e vós sois as varas” (João 15:1). O fruto da videira não nasce no tronco, mas nas varas. Por isso, somos nós que manifestamos o fruto. A videira dá uvas porque é a natureza que está dentro dela, em que a seiva do tronco passa para as varas e o fruto manifesta-se. Nós manifestamos os frutos do Espírito por causa da natureza de Deus que está dentro de nós. Os frutos de um espírito nascido de novo.

O fruto é o resultado de um processo. Assim, os frutos do espírito, manifestos na nossa vida, são o resultado de um processo, de um trabalho e de uma obra do Espírito Santo na nossa vida. Você não manifesta os frutos do espírito instantaneamente, mas à medida que vai ouvindo a palavra de Deus e crescendo, deixando de ser menino. Só assim os frutos do espírito começam a manifestar-se na sua vida. Tanto as pessoas à sua volta, como você próprio, notam que está diferente. O diabo também nota que está diferente, e Deus nota que está diferente! Gloria a Deus!

Gálatas 5:22
«Mas o fruto do espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo já crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também em Espírito»

Esta é a lista dos frutos do espírito que, na verdade, são nove manifestações de um fruto do espírito, que é o amor. Deus é amor, a natureza de Deus é amor, e a Bíblia diz que quem está em amor está em Deus, e Deus está nele. Por isso, fruto do espírito está no singular: é o amor.

Quando o amor de Deus está em nós, temos gozo e paz no meio das tribulações porque conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem. É por causa do amor que somos longânimes, dificilmente nos irritamos, somos benignos e temos boas intenções visando sempre o bem dos outros. Somos bondosos, fiéis, mansos, equilibrados, com domínio próprio e contidos, por causa do amor.

1 Coríntios 15:49
«E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial»

Gálatas 5:19
«Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas»

A imagem que carregávamos antes de ter entregue a vida Jesus, era a do Adão terreno, caído da glória de Deus. Mas em 2 Coríntios 5:17 diz: «Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é». No exacto momento em que entrega a sua vida a Jesus, Deus tira a velha a natureza e coloca, dentro de si, a Sua natureza e uma nova criatura. Agora, o fruto que nasce é outro.

Os frutos do espírito são o carácter de Deus manifestando-se através do cristão. A unção de Deus e os dons do Senhor Espírito Santo não salvam, mas o seu carácter salva. Um exemplo é o de José do Egipto que foi vendido como escravo. A mulher do seu patrão tentava-o continuamente, e apesar de José se manter fiel, ainda assim, foi difamado e preso. Mas veja o que Deus lhe deu no final! Um outro exemplo é o de Sansão, um homem ungido e nazireu de Deus, como uma missão específica. Mas andava com muitas mulheres e veja o fim que Deus lhe deu. Assim vemos que a unção de Deus não salva, mas sim o Seu carácter.

Nada disto é instantâneo, mas quando você aproxima-se e identifica-se com Jesus Cristo, fica cada vez mais parecido com Ele. A unção é a presença do Espírito Santo que faz com que a Palavra aconteça, e os dons do Espírito Santo são as ferramentas para realizar a obra, para a qual cada um de nós é chamado. Mas isto não é sinal de salvação, porque Jesus disse que muitos farão operar os dons, fazendo coisas extraordinárias, mas Ele dirá: «nunca vos conheci» (Mateus 7:23).

Quando expressamos os frutos do espírito manifestamos o carácter de Jesus. Ao olharem para si, as pessoas vêem Jesus através do seu amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, fidelidade, mansidão e temperança. Crescimento espiritual não se manifesta através dos dons do Espírito Santo. As pessoas são simplesmente o “canal”, e os dons são dados para aquilo que for útil. Por isso, o crescimento espiritual vê-se na manifestação dos frutos do espírito, e no quanto cada um tem de Jesus.

Orar em línguas, pôr as mãos sobre os doentes que são curados, não significa que é um grande homem ou mulher de Deus. Descubra como essa pessoa é em sua casa, com a sua família, e poderá ter uma surpresa.

É nossa tarefa manifestar os frutos do espírito, e o Espírito Santo irá ajudar a desenvolvê-los ao nos colocar em situações opostas. A Bíblia diz que a tribulação produz paciência e preserverança, e por isso Deus sempre nos coloca em situações opostas para nos fortalecer.

Um exemplo é uma experiência feita por cientistas. Foram colocados 100 ovos numa incubadora em que, numa metade, os cientistas ajudaram os pintos a romper a casca. Na outra metade, deixaram-nos sair pelos seus próprios meios. Constataram que os 50 pintos que foram ajudados, no momento de romper o ovo, não conseguiram sobreviver pois não mantinham a cabeça de pé. Os restantes ficaram saudáveis. Repetiram a mesma experiência com casulos de borboleta, e o resultado foi o mesmo. As 50 borboletas ajudadas a sair do casulo não tinham força nas asas para voar. Concluíram, assim, que é o conflito que gera a força.

É o conflito que gera força para viver esta nova vida. Este princípio surgiu do coração de Deus, pois foram estas leis espirituais que Deus criou. Se Deus achar que você precisa de paciência, Ele vai permitir que ande no meio da tribulação. Mas não o vai deixar sozinho, pois Ele disse ‘«não te deixarei nem te desampararei» (Hebreus 13:5). Deus vai deixá-lo aprender e ganhar a perseverança que necessita na nova vida que tem para si.

Somos fortalecidos no amor quando colocados em posições opostas, em que temos que lidar com pessoas mal-educadas, rudes ou ingratas. Quando estiver no meio de pessoas assim, diga para si próprio: “Deus gosta de mim e teve o cuidado de trazer esta pessoa para que eu cresça em amor. Porque Ele tem cuidado de mim e quer que eu entre numa nova vida que Ele tem para mim.”

Um dia a águia-mãe chegou ao ninho com um olhar diferente. O filhote ficou assustado porque não trazia comida desta vez. Começou a destruir o ninho, e o filhote pensava que a mãe enlouqueceu. Depois do ninho destruído, a águia olhou para o filhote e atirou-o da montanha, voando atrás dele. Gritou para o filho: Abre as asas! Mas, antes do filhote se esmagar no chão, apanhou e levou-o para o cimo da montanha novamente. O filhote respirou de alívio, mas a águia-mãe empurrou-o novamente e gritou: Abre as asas! Esta mãe não queria matar o seu filho, mas este é o processo de aprender a voar e a caçar sozinho. Você não depende da fé dos outros, porque mais tarde ou mais cedo vai ter de aprender a andar sozinho. E finalmente, neste processo, o filhote abriu as asas e aprendeu que, afinal, podia voar. É no meio do conflito que você aprende quem é, e o que Deus lhe deu.

Quando estamos no meio da aflição lembramo-nos de orar mais, mas quando tudo está bem na nossa vida esquecemo-nos. Por isso, Deus usa os conflitos para nos ensinar e ajudar a crescer.

O propósito desta lição não é expor uma lista de frutos, características ou virtudes individuais. É ajudar a entender o que a palavra de Deus diz a respeito da nossa parte na manifestação dos frutos do espírito.

O propósito dos frutos do espírito é que o carácter de Deus seja manifestado através de nós, mostrando ao mundo que somos diferentes. Enquanto antigamente se vingava, agora, porque tem uma nova natureza, não se vinga mais. Enquanto antigamente falava mal e insultava, agora fala bem e abençoa os outros. As pessoas questionam onde foi arranjar forças para fazer isso, e você responde: “Como poderia deixar de fazer isto, se há uma nova natureza dentro de mim?!”

Tudo o que fazemos deve estar em linha com a nova criatura que está em nós, assim como tudo o que Deus faz é resultado daquilo que Ele é.

Deus criou todas as coisas porque Ele é o Elohim, “Deus criador”
Deus trouxe salvação porque é o Javé, “A Salvação”
Deus trouxe saúde e cura divina porque é o Javé-Robeca, “O Senhor que sara”
Deus trouxe prosperidade porque é o Javé-Jiré, “O Senhor que provê”.
De igual modo, tudo o que fazemos deve manifestar o carácter de Deus na nossa vida. Em Mateus 9 diz que Jesus, vendo as multidões, foi movido de íntima compaixão. O que nos move a nós? Você vem à Igreja porquê? Para ser animado, receber uma bênção, afastar o mau-olhado, ou porque conhece as pessoas que lá vão? Ou para conhecer mais e melhor a Deus, ser mais parecido com Jesus, e servi-Lo dando o seu melhor?

Os frutos do espírito levam-nos a ter os motivos certos. Eu sigo a Jesus porque O amo, mas Ele amou-me primeiro quando eu não queria saber Dele e era um pecador. Ainda assim, Ele teve misericórdia de mim e perdoou todos os meus pecados, e por isso O sirvo e Lhe dou a minha vida.

A manifestação dos frutos do espírito é da nossa responsabilidade. O Espírito Santo é nosso ajudador que nos guia e dirige, por isso nunca pense que o que Ele faz na sua vida é para seu mal. É como a águia que atira o filhote da montanha, não para o matar, mas para que aprenda que pode voar. Deus quer que você aprenda que pode receber a cura divida pela sua própria fé. Ele não o quer preocupar ou magoar, mas quer ajudá-lo no processo de crescimento.

Quando vivi em África fui acusado de ter feito certas coisas das quais estava inocente. Ainda assim, a situação chegou ao Governo e o Secretário de Estado da Justiça enviou uma intimidação para eu me apresentar num determinado dia. Confesso que o medo bateu à minha porta e eu deixei entrar, pensando desistir e abandonar o país com a minha família. Eu estava neste dilema porque Deus não me dizia para eu ir embora, e estava cada vez mais “apertado” e pensava desistir, sem saber como. Até que tive um sonho e ouvi uma voz que dizia: “Desiste de desistir, dúvida das dúvidas. Porque o Senhor não deixará de cumprir a Sua palavra, e aquilo que tu pregas aos outros também funciona para ti”.

Comecei, então, a praticar e a confessar a palavra de Deus. Resumindo a longa história, ficámos melhor do que estávamos antes. O assunto foi arquivado e ganhámos o respeito dos governantes. O Vice-Ministro colocou a sua casa de praia à minha disposição para passar o dia de descanso com a família. O Presidente da República e a sua esposa receberam-nos, os Generais começaram a converter-se. Quando ia visitar uma igreja no sul de Luanda, ficava em casa do Comandante-Geral da região militar. Dormia no quarto dele enquanto ele dormia no Quartel nessa noite.

O Senhor não deixará de cumprir a Sua palavra. Deus não o vai desamparar, mas Ele está mais interessado em moldar o seu carácter e torná-lo parecido com Jesus, do que no seu conforto e comodismo. O conforto e comodismo vai ficar cá, mas a nossa alma vai acompanhar-nos para a eternidade. A imagem de Jesus em nós vai acompanhar-nos para a eternidade.

Ezequiel 36:26, 27
«E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis»

Deus prometeu uma mudança, num tempo em que as pessoas não eram nascidas de novo. A velha natureza de Adão dominava as suas vidas. Por esta razão, existia a Lei dos sacrifícios em que, uma vez por ano, apresentavam um cordeiro, por causa dos seus pecados. O sangue dos cordeiros apenas cobria o pecado, mas Deus enviou Jesus, o Cordeiro de Deus, que retirou o pecado do mundo. Em 1 João 1:7 diz que o sangue de Jesus nos lava de todo o pecado. Isto significa que a velha natureza não está mais em nós, pois foi substituída pela nova natureza de Deus.

O homem está condenado não por aquilo que faz, mas pela natureza que carrega. O que o homem faz é apenas a manifestação visível da natureza que transporta dentro de si. Tal como a laranjeira é a manifestação visível da natureza da árvore, também o pecado é a manifestação visível da natureza que está dentro do Homem.

O Homem não pode manifestar um fruto diferente da sua natureza interior. Jesus deu-nos a natureza de Deus e, por isso, agora manifestamos um fruto diferente. Jesus disse: «Não me escolhestes vos a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça» (João 15:16).

Podemos arrancar as laranjas de uma laranjeira e pendurar maçãs em seu lugar. Mas, na época do fruto, vão nascer laranjas novamente. A laranjeira não pode dar um fruto que não corresponda à sua natureza. Do mesmo modo, a religião pode mudar os costumes e aparências, mas, na hora da verdade, a natureza do pecado permanece. A natureza de Deus, que corresponde ao carácter de Deus manifestado através do crente, vem descrita em Gálatas 5.

Quando Jesus disse que nos nomeou para dar fruto, não falava em termos muitas igrejas ou carros luxuosos. Estas coisas são boas, mas o fruto que Jesus espera que manifestemos, é o carácter de Deus em nossas vidas. É a natureza de Deus, que está dentro de nós, e se manifesta no nosso exterior como o fruto.

Tal como diz em Ezequiel 36:26, só podemos andar na palavra porque temos dentro de nós o espírito de Deus. Anteriormente, quando éramos religiosos e ainda não tínhamos nascido de novo, fazíamos o mesmo que os outros. Num dia, batíamos no peito em como amávamos a Jesus, e no dia seguinte, roubávamos ou fazíamos mal a alguém. Por isso, Deus disse que teria de colocar o Seu espírito dentro de nós, para que, então, pudéssemos andar nos Seus caminhos e guardar a Sua Palavra. No dia em que demos a vida a Jesus Cristo, O aceitámos como Senhor e Salvador – não pelas boas obras ou méritos, mas pela Sua boa obra na cruz do Calvário a nosso favor –, nascemos de novo e o espírito de Deus veio habitar dentro de nós.

Em 1 Coríntios 2:12 diz que não recebemos o espírito do mundo, mas o espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer as coisas que Deus já nos deu, gratuitamente. Atrevo-me a acrescentar: para que pudéssemos andar nas coisas que Deus já nos deu, gratuitamente.

Os frutos do espírito não são os frutos do Espírito Santo. Na verdade, são os frutos do espírito humano nascido de novo, que revelam como a pessoa está ligada a Cristo.

Em João 15:1 Jesus fala da parábola da videira e diz: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto”. Quem dá fruto não é o tronco da videira mas as varas, que recebem a seiva, ou a natureza da árvore, vinda do tronco. É possível estar em Jesus, ligado ao tronco, mas não dar fruto. Por isso Jesus diz que não se pode estar muito tempo ligado a Ele sem produzir fruto, pois chega a hora em que Deus corta essa vara.

Jesus não estava a falar de quantas pessoas ganhamos para Ele, curas e milagres que produzimos, ou casas e carros que possuímos. Jesus estava a falar da manifestação visível do carácter de Deus em nossas vidas. Estes são os sinais de que Jesus está connosco, e que estamos ligados a Ele. Os frutos do espírito estão descritos em Gálatas 5, e para um estilo de vida assim, não existem restrições.

Gálatas 5:22
«Mas o fruto do espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. »

2 Pedro 1: 8
«Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo»

A palavra “conhecimento”, nesta passagem, também pode ser traduzida por dar a conhecer. Muitas vezes, as pessoas usam as expressões “Aleluia, Glória a Deus, Ámen”. Realmente, parecem ser coisas boas e saudáveis de dizer, mas Jesus afirma que pelos seus frutos os conhecereis (Mateus 7:16). Um cristão que diga muitos “Aleluias”, mas não manifeste o carácter de Cristo, é falso. Isto aplica-se a um irmão e até ao maior dos Apóstolos.

QUAIS SÃO OS FRUTOS DO ESPIRITO

Os frutos do espírito são nove, e podem ser divididos em três grupos:

Os frutos ligados ao nosso relacionamento com Deus.
Os frutos ligados ao nosso relacionamento com os outros.
Os frutos ligados ao nosso relacionamento connosco próprio.
O AMOR

O fruto do espírito é o amor. Na verdade, encontramos nove manifestações de um único fruto do espírito – o amor. O amor é a natureza de Deus que se expressa de nove formas diferentes. Deus é amor, e quem está em amor está em Deus, e Deus nele (1 João 4:16). Um cristão que procure vingança, não nasceu de novo. Ou, então, precisa aprender estas verdades para crucificar a sua carne, e deixar Jesus brilhar dentro de si.

Por exemplo, quando acorda você apresenta-se de pijama. Quando se lava, apresenta-se despido, mas quando sai para o trabalho apresenta-se bem vestido. É sempre a mesma pessoa, apresentada de maneira diferente. Da mesma forma, encontramos o amor – a natureza de Deus – apresentado de nove formas diferentes.

Amor é a palavra grega Agaphe que significa o cuidado e desejo do melhor para a outra pessoa, ainda que nos custe algo a nós, sem exigir ganho pessoal. É o amor que não cobra mas dá, mesmo que o outro não tenha como retribuir.

O GOZO

Gozo é a palavra grega chara que significa a manifestação de alegria baseada no amor, ou no conhecimento do amor, que Deus nos tem. Significa graça, bênçãos e promessas.

Gozo é a manifestação da proximidade de Deus. Ou seja, este gozo não está baseado nas circunstâncias à nossa volta, não é a alegria que o mundo dá. No mundo, as pessoas ficam alegres quando tudo corre bem, mas se algo corre mal perdem a alegria. Gozo é a manifestação da natureza de Deus em nós que permanece, mesmo quando as circunstâncias não são a nosso favor. Este tipo de gozo é descrito na Bíblia como: «A alegria do Senhor é a nossa força» (Neemias 8:10).

O gozo está baseado no conhecimento do amor que Deus tem por nós. 1 João 4:16 diz: «nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem». Deus ama-o tal como você é. Não existe nada que possa fazer para Deus deixar de amá-lo. Por isso, quando alguém disser “Deus não te ama, Deus te rejeitou”, chame-lhe mentiroso, hipócrita, fariseu e falso. Essa é a táctica do diabo, convencer as pessoas que Deus não as ama, para que não se sintam atraídas a Ele.

A PAZ

Paz é a palavra grega eirene que significa tranquilidade de coração e alma, baseada no conhecimento e bem-estar da comunhão entre o Homem e Deus. Este fruto também não depende das circunstâncias. Paz não é ausência de conflito, tal como a paz do mundo. Jesus diz: «a minha paz lhos dou, e não a dou como o mundo vos dá» (João 14:27). O mundo dá paz na ausência do conflito, mas Jesus dá-nos paz ainda que no meio do conflito.

A LONGANIMIDADE

Longanimidade é a palavra grega makrothumia que significa perseverança, lento a irar-se e a reagir. Uma pessoa longânime não reage. As suas acções não devem ser reacções, provocadas por terceiros. Aquilo que você faz, não deve ser uma reacção ao que fizeram a si.

Agora que temos a natureza de Deus dentro de nós, não reagimos por vingança, mas esperamos e contemos as nossas emoções. Oramos e agimos em conformidade com aquilo que Deus colocar em nosso coração. Por isso, Deus sempre nos conduz em triunfo, porque já não andamos nem vivemos como o mundo. Não recebemos o espírito do mundo, mas recebemos o espírito de Deus.

A BENIGNIDADE

Benignidade é a palavra grega agatosune que significa zelo pela verdade e justiça. É a repulsa pelo mal expressa em acções, como ser misericordioso ou repreender e corrigir o mal.

A BONDADE

Bondade é a palavra grega chrestotes que significa não esperar para ferir alguém ou devolver a sua dor. A bondade não paga mal por mal. Se o cristão vive deste modo, não nasceu de novo ou voltou as costas a Jesus. Manteve a aparência, mas perdeu a essência.

A FIDELIDADE

Fidelidade é a palavra grega pistis que significa lealdade firme à pessoa a quem estamos ligados por promessa, aliança, compromisso, confiança e honestidade.

A MANSIDÃO

Mansidão é a palavra grega prautes que significa moderação, com força e coragem. Descreve alguém que, quando necessário, pode ficar irado em favor do bem, ou então humilde e submisso. Isto descreve como Jesus entrou no Templo, partindo tudo e expulsando os cambistas. A repulsa pelo mal é a manifestação dos frutos do espírito.

Também eu, um dia, levantei-me numa reunião da liderança da denominação onde servia anteriormente, e disse: “Vocês são hipócritas, cínicos e murmuradores”. Isto custou-me a expulsão, mas foi a manifestação do fruto do espírito – a repulsa pelo que está errado, dizendo a verdade quando é necessário.

A TEMPERANÇA

Temperança é a palavra grega encrateia que significa ter controlo e domínio, sendo senhor e mestre sobre os seus desejos e emoções

«E contra estas coisas não há lei».
Não existem restrições para uma vida assim descrita, seja dentro ou fora da Igreja.

O FRUTO DO AMOR

Amor é invadir a realidade humana. Ou seja, não é fechar os olhos à realidade da humanidade. Títulos eclesiásticos, ou o dinheiro que tem no bolso, não define um cristão. São os frutos do espírito que definem um cristão, pois mostram que Jesus está dentro dele. Por isso a Bíblia pergunta: como pode algum de vós dizer que o amor está nele, se vir o seu irmão necessitado e não lhe deitar a mão? Como pode o amor de Deus estar dentro de um coração assim?

Jesus disse que muitos vão chegar perto dele dizendo que fizeram milagres e maravilhas. Mas Jesus vai dizer que não os conheceu, nem se identifica com eles, pois praticaram a iniquidade. É nisto que devemos pôr a nossa diligência.

Amor é invadir a realidade humana e não fechar os olhos às necessidades dos outros. Amor é dar, e não trocar. Trocar é eu fazer bem a quem sei que tem condições para retribuir o bem que eu lhe fiz. Dar é eu fazer bem, mesmo a quem não têm condições para retribuir.

Amor é eu desejar ver o outro receber aquilo que precisa, ainda que isso custe algo a mim. Amor é dar atenção e valorizar os outros. Às vezes queremos que valorizem o que é nosso, mas esquecemo-nos de valorizar o que é dos outros.

Amar é não ter necessidade de pedir perdão; é viver com as outras pessoas sem ter a necessidade de lhes pedir perdão. Não estou a falar de não ter que pedir perdão devido ao orgulho, mas porque nunca fez nada que magoasse a outra pessoa. Sempre procurou o bem do outro, edificou, consolou e animou, não o tratando segundo as suas falhas, mas animando-o a seguir em frente e a desenvolver a suas virtudes. O amor é o resumo de tudo o resto que vemos descrito sobre os frutos do espírito.

O AMOR A DEUS

Mateus 22:36-40
«Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e profetas.»

Muitos pensam que o grande mandamento no Novo Testamento é andar em amor. «Novo mandamento vos dou, que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei a vós» (João 13:34).

Mas o grande mandamento contínua a ser o mesmo: “Amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, toda a tua força e toda a tua alma” (Deuteronómio 6:5). Só depois vem: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, porque eu só vou conseguir amar o próximo se amar a Deus primeiro.

Amar a Deus é colocar a nossa relação com Ele em primeiro lugar na nossa vida. É dar-lhe a devoção, a nossa vida e o nosso tempo. Todo o relacionamento baseado no amor procura aquilo que pode dar, e não o que pode receber. Todo o relacionamento baseado no ganho pessoal procura sempre aquilo que pode receber, e não o que pode dar, porque não está baseado no amor.

A palavra grega Agaphe significa o amor desinteressado de si mesmo. Isto significa que está mais interessado no bem-estar dos outros do que em si próprio. Por isso, podemos compreender quando Jesus disse que o Filho do Homem não veio para ser servido mas para servir e dar a sua vida em favor de muitos. E ainda, maior é aquele que serve do que aquele que é servido (Mateus 20:28 e 26). Tentar amar os outros, sem amar a Deus, é um exercício religioso e inútil.

AMOR AOS OUTROS

1 Coríntios 12, 13 e 14 descreve que o desejo correcto para estar nos ministérios, e operar nos dons do Espírito Santo, deve ser a edificação e valorização dos outros e não a auto-promoção.

Em 1 Coríntios 12:31 Paulo diz: «procurai com zelo os maiores dons; e eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente». E assim inicia o capítulo 13 que fala do amor. O caminho excelente é desejar operar nos dons por amor aos perdidos, doentes, oprimidos e todos os que estão escravos pelo diabo. Desejamos operar nos dons para libertar e ajudar essas pessoas. Quando o amor é o motivo de desejarmos operar nos dons do Espírito Santo, buscamos sempre a edificação dos outros e não a nossa própria fama.


Os frutos do espírito não são os frutos do Espírito Santo, mas os frutos do espírito humano, nascido de novo, que passa a revelar uma nova natureza. Antes de entregarmos a vida a Jesus, tínhamos a natureza de Adão caído da glória de Deus, que nos dominava. A partir do momento em que demos a vida a Jesus, uma nova natureza veio habitar dentro de nós – é a natureza de Deus. É o espírito que clama Aba Pai, e não mais o espírito de escravidão para estarmos com medo.

Antes de nascermos de novo, revelávamos um certo tipo de fruto. Era o pecado, a manifestação visível da natureza que estava dentro de nós. A laranjeira dá laranjas porque é laranjeira, é a sua natureza dar laranjas. Da mesma forma, o pecador peca porque é pecador As laranjas são, somente, a manifestação visível da natureza da árvore.

A religião muda os nossos costumes e aparência. É assim como arrancar as laranjas a uma laranjeira e passar a chamá-la de macieira. Mas quando chegar a época do fruto, irão nascer laranjas novamente. Podemos mudar o aspecto, mas a religião jamais poderá mudar a natureza.

No dia em que entregamos a nossa vida a Jesus, ele retirou de nós a velha natureza e colocou, em seu lugar, um espírito novo – o espírito de Deus, o espírito de adopção de filhos, a nova criatura em Cristo. As coisas velhas passaram e tudo se fez de novo (2 Coríntios 5:17). Hoje manifestamos um fruto diferente, porque temos uma natureza diferente. Cada um manifesta o fruto relativo à natureza que possui. Por isso é que, no mundo, pecar é normal. Mas para nós, cristãos, o fruto que revelamos é o fruto do espírito nascido de novo.

Isto não quer dizer que um cristão não peque, mas ele não vive no pecado. A Bíblia diz que se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e não há verdade em nós. Mas, se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e limpar de toda a injustiça (1 João 1:8 e 9). Também é claro que, se um cristão ceder a uma tentação, não pecou devido à sua natureza porque o que está dentro dele é a natureza certa. Simplesmente cedeu a uma pressão exterior. Esta é a diferença entre cometer um erro, ou viver no erro.

Ezequiel 36:26, 27
«E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis»

Nesta passagem, Deus prometeu dar um espírito novo. Logo, isto significa que iria retirar o velho. Mas para quê? Para que pudéssemos andar nos Seus estatutos, guardar a Sua palavra e andar à luz da palavra. No Velho Testamento existiam os sacrifícios dos cordeiros devido à velha natureza que estava dentro de nós, e o sangue dos cordeiros cobria o pecado. É como varrer o lixo para debaixo do tapete: deixa de se ver o lixo, mas ele continua lá. Do mesmo modo, a natureza do pecado continuava lá dentro, mas Jesus veio para remover todo o lixo. 1 João 1:7 diz que «o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado». Jesus é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo – não esconde, mas remove.

Crescimento espiritual não se revela através dos dons do Espírito Santo. Nem tão pouco com o tamanho da Igreja, a marca do carro, o tamanho da casa ou do salário. Crescimento espiritual vê-se pela manifestação dos frutos do espírito. Os frutos do espírito são o carácter de Deus, manifestando-se a Si mesmo através do cristão.

Gálatas 5:22
«Mas o fruto do espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei»

O fruto do espírito é o amor, porque o amor é a natureza de Deus. Deus é amor, e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.

A vontade de Deus é que todos cresçamos até à estatura varonil de Jesus Cristo, para não sermos enganados por todo o vento de doutrina e pela astúcia de homens que enganam fraudulentamente. Existem homens que, pregando a Bíblia, nada mais fazem que enganar fraudulentamente. Por isso, devemos crescer em tudo, para saber se aquilo que está a ser dito é de acordo com a palavra de Deus. Por isso eu digo para tomarem notas e verem em casa se o que eu digo está em linha com a palavra, ou não. Se estiver, receba a palavra de Deus. Se por acaso eu disser algo que não é bíblico, ponha de lado e ore por mim.

O fruto do espírito é o amor. Tudo o que você ouvir de um púlpito, em qualquer parte do mundo, procure analisar onde está o amor de Deus. Se não conseguir identificar o amor de Deus no que está a ser dito, ponha de lado porque Deus não está ali. É por isto que um púlpito não é lugar para amaldiçoar ou falar mal de ninguém. O púlpito serve para abençoar o povo com a palavra de Deus, pregar o evangelho e a palavra de Deus pura. Um dos segredos para distinguir o verdadeiro do falso, é o amor.

Os nove frutos do espírito são diferentes manifestações do amor de Deus. Por exemplo, a mesma pessoa apresenta-se de maneira diferente no seu dia-a-dia: vai vestida para a rua, mas vai nua para o duche. Da mesma maneira, cada um destes frutos pertence ao amor de Deus, apresentado de maneiras diferentes.

OS FRUTOS DO ESPIRITO

O Novo Testamento foi escrito em grego, que é uma língua muito rica. Vamos agora ver o significado de cada palavra, para ajudar a compreender cada fruto.

AMOR
Amor é a palavra grega agaphe. Significa o cuidado e desejo do melhor para a outra pessoa, ainda que nos custe algo a nós, sem exigir ganho pessoal. Amar com o amor de Deus é desejar o bem do outro, mesmo que fique prejudicado. Crescimento espiritual é desejar sempre o melhor para o outro, mesmo que lhe tenha feito mal. Foi isto que Jesus fez por nós, pagando o nosso prejuízo para o nosso bem. Ele pagou a condenação que era nossa para que tivéssemos acesso à salvação.

GOZO
Gozo é a palavra grega chara. Significa a manifestação de alegria baseada no amor ou no conhecimento do amor que Deus nos tem. 1 João 4:16 diz que «nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem». Este gozo não está dependente das circunstâncias à sua volta. Jesus diz que nos dá o gozo e a paz para que a nossa alegria seja completa (João 15:11). O ânimo e o gozo vêm quando conhecemos o amor que Deus me tem.

Por isso não quero saber das circunstâncias à minha volta, porque esta alegria que eu tenho não foi o mundo que deu. E se o mundo não a deu, o mundo não a pode tirar. O gozo que está dentro do meu espírito está baseado no amor que Deus tem por mim. Não está baseado no dinheiro e saúde, ou se as coisas estão a correr bem na minha vida. Está baseado na minha relação com Deus, e não há circunstância alguma que o possa tirar.

PAZ
Paz é a palavra grega Eirene que significatranquilidade de coração e alma, baseada no conhecimento e bem-estar da comunhão entre o Homem e Deus. Você pode estar no meio da guerra e ter paz. Eu já vivi no meio de uma guerra, e durante três dias estivemos debaixo de fogo, com mortos ao nosso lado. Mas eu, e todos os que estavam comigo, tínhamos paz em nosso coração. Porque Jesus disse; «a minha paz vos dou, e não vo-la dou como o mundo a dá» (João 14:27). O mundo dá paz na ausência do conflito, mas você pode estar no meio do conflito e ter a paz de Deus, que nada nem ninguém lhe podem tirar.

LONGANIMIDADE
Longanimidade é a palavra grega makrothumia que significa perseverança, lento a irar-se e reagir. As suas acções nunca deverão ser reacções provocadas por terceiros. Se quiser vencer na vida, não reaja a acções de terceiros contra si. Longanimidade é ser tardio para falar e tardio para se irar. O fruto do espírito é o contrário de ferver em pouca água, ou de se vingar. Será preciso muito antes que você se irrite ou faça alguma acção para reprimir uma pessoa ou circunstância.

BENIGNIDADE
Benignidade é a palavra grega agatosune que significa zelo pela verdade e justiça. É a repudia pelo mal expressa em acções como ser misericordioso ou repreender e corrigir o mal. Jesus entrou no Templo e partiu a mesa dos cambistas por causa do fruto do espírito, a benignidade (João 2:13-19). A casa de Deus estava a ser usada para o negócio, mas as autoridades judaicas não perceberam e até fizeram uma conferência entre si para matar Jesus. Mas estava a cumprir-se a escritura que diz «o zelo da tua casa me consumiu» (Salmo 69:9).

Existem muitos pastores e pregadores que não entendem isto. Eu uma vez tive de me levantar no meio de uma liderança e dizer: “Está mal, hipócritas, cínicos, murmuradores”. Isto era um fruto do espírito em manifestação, mas eles não perceberam. Os fariseus, que não gostaram do que Jesus fez, acusaram-no de coisas que ele não tinha feito. É esse o espírito dos fariseus, e foi que fizeram a mim também. Mas glória a Deus que Ele é o nosso Juiz!

BONDADE
Bondade é a palavra grega chrestotes que significa não esperar para ferir alguém ou devolver a sua dor. A bondade não devolve a dor que o outro lhe causou, nem paga com a mesma moeda. A bondade dá a outra face e faz bem àquele que lhe fez mal. Crescimento espiritual revela-se aqui, porque uma pessoa que actue desta forma mostra que tem o carácter de Deus. Não acontece num dia, mas busque porque vai lá chegar. Jesus disse aquele que busca, acha.

Em 1 Timóteo 6:11 Paulo disse a Timóteo: «segue a justiça, a fé, a paciência». Depois em 2 Timóteo 2:22 disse novamente «segue o amor, a justiça a fé e a paciência». Esta palavra “segue” é a mesma que Jesus utilizou em Mateus 7:7 para “buscai”: «pedi e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis.» A palavra “buscai” é a palavra grega dioco que quer dizer perseguir, seguir sem desistir, buscar diligentemente, com o desejo de obter, possuir, alcançar e conseguir. Por isso, siga em frente e persiga com o desejo de ser mais parecido com Jesus Cristo. Como você vai passar o teste e ser aprovado, vai então entrar num nível melhor e de mais intimidade com Deus. É um nível onde será mais parecido com Ele, e em que Ele lhe pode confiar mais coisas. Isto é crescimento espiritual.

FIDELIDADE
Fidelidade é a palavra grega pistis que significa lealdade firme à pessoa a que estamos ligados por promessa, aliança, compromisso, confiança e honestidade.

MANSIDÃO
Mansidão é a palavra grega prautes que significa moderação, com força e coragem. Descreve alguém que, quando necessário, pode ficar irado, ou então humilde e submisso

TEMPERANÇA
Temperança é a palavra grega encrateia que significa ter controle e domínio, sendo senhor sobre os seus desejos e paixões. Domínio próprio é controlar-se quando está a ferver por dentro. Mesmo que não consiga, não desista porque um dia vai lá chegar.

Num momento muito difícil da minha vida, o meu filho disse-me: “Pai, não violaram também 18 leis para condenar Jesus?” E pensei onde é que ele tinha ido buscar aquilo, mas logo me lembrei que ele tinha ouvido a minha pregação. Às vezes pensamos que os miúdos não prestam atenção, mas estão a ouvir tudo. E ele continuou: “Oh Pai, já te chicotearam? Já te puseram uma coroa de espinhos na cabeça? Já te crucificaram?” E eu respondi: “Não filho”. “Então Pai, a Ele fizeram isso tudo e ainda disse: Perdoa-lhes que não sabem o que fazem”. Deus falara pela boca do meu filho para me animar.

Os frutos do espírito são a descrição mais fiel de quem Jesus era. Quer saber como era Jesus? Está em Gálatas 5:22. Jesus era tão longânime, que nas suas reuniões tinha os fariseus na primeira fila a contradizer tudo aquilo que Ele dizia. Mas isso não O impediu de ter milagres.

Quando em Marcos 2 um paralítico é curado e descido do tecto, os fariseus estavam na primeira fila. Jesus diz ao paralítico: «Os teus pecados te são perdoados» (Marcos 2:5). E os fariseus começam logo a dizer entre si “Este homem é do diabo, ninguém pode perdoar os pecados sem ser Deus”. Esses fariseus não se contentavam a falar uns com os outros, e tentavam persuadir o povo de que Jesus era um falso profeta. Imagine o ambiente, mas Jesus nunca lhes chamou nomes nessas reuniões.

Às vezes “saltava-lhe a tampa”, como aconteceu no Templo. Mas foi uma manifestação do fruto do espírito, que é a bondade e o zelo pela verdade e justiça, e a repulsa pelo mal. “Hipócritas fariseu, raças de víboras, sepulcros caiados por fora, e por dentro cheio de podridão. Impondes um jugo pesado sobre o povo que vós próprios não carregais. Percorreis o céu e a terra para fazer um discípulo, e depois fazeis dele filho do inferno duas vezes mais do que vós”. Por isso é que os fariseus não gostavam de Jesus e diziam que Ele era o príncipe dos demónios. Jesus até disse “cuidado que todo o pecado contra o Pai e o Filho é perdoado, mas contra o Espírito Santo não é perdoado. E se eu expulso demónios pelo Espírito Santo, tende cuidado com o que dizeis…”

Os frutos do espírito fazem a separação entre o verdadeiro e o falso.

 

O AMOR AOS OUTROS

2 Coríntios 5:14
«Porque o amor de Cristo nos constrange»

A Bíblia diz que Deus é amor e quem está em amor está em Deus. Quem diz que ama a Deus e aborrece o seu irmão é mentiroso, pois como pode dizer que ama a Deus, a quem não vê, e odeia o irmão a quem vê? Quem diz que ama a Deus e faz mal aos outros é mentiroso. A Bíblia faz distinção entre o verdadeiro e o falso.

Não foi assim no início, na Igreja tradicional. Título de papa, bispos, cardeais, em que o que estes dizem é “a palavra de Deus” – isto é falso. Foi assim que enganaram o povo, e hoje, a esta Igreja, a Bíblia chama de prostituta que se prostituiu com os reis da terra e tem nas suas mãos o sangue dos santos. Matavam as pessoas que queriam ler a Bíblia, e chamavam-lhes lobos. Quando a Inquisição começou, o lema era: estamos a livrar as ovelhas dos lobos. Não são as ovelhas que matam os lobos, mas sim os lobos que perseguem e matam as ovelhas. Temos de crescer para não sermos enganados.

Quando estiver a ouvir uma pessoa, identifique onde está o amor de Deus no que está a ser dito. Mesmo que no Púlpito eu dissesse um facto verídico, mas que não fosse bom, amável, e justo, eu estaria errado. O púlpito não é lugar para contar as desgraças dos outros, desnudar ou falar mal de alguém. O púlpito serve para abençoar e falar a palavra de Deus. Mesmo que ache que alguém está errado, o púlpito não é lugar para mandar piadas. Eu devo chamar a pessoa à parte, falar com ela e pedir contas. Se eu falar mal da pessoa no púlpito, estou a colocar uma capa de religião na raiva que sinto pela pessoa. A maneira que tenho de me vingar é expô-la publicamente, mas tudo “em amor” e com versículos bíblicos. Está errado, e é por isto que Jesus chamou hipócritas aos fariseus.

O amor de Cristo nos constrange, pois não somos mais as mesmas pessoas de antigamente. É suposto hoje manifestarmos um fruto diferente. A palavra “constrange” é a palavra grega sonecho que quer dizer fazer um cerco, comprimir as orelhas, juntar, prender, limitar as escolhas. A mesma palavra era usada para descrever alguém que está preso, privado de falar e limitado nas suas escolhas. O amor de Cristo traça limite à minha volta, limitando as minhas escolhas. Já não posso agir como gostaria, nem dar ouvidos ao que quero, porque o amor de Cristo limitou as minhas escolhas. Na prática, isto significa que quando alguém fala mal de si, você já não fala como antigamente falaria. Porque, hoje, o amor de Cristo o constrange e limita as suas opções, você não tem outro caminho a não ser falar bem daquela pessoa e abençoa-la.

Isto é morrer para nós mesmos. Em Gálatas 5, depois de descrever os frutos do espírito, no versículo 24 diz: «e os que são de Cristo crucificaram a sua carne com as suas paixões e concupiscências». Manifestar o carácter de Deus é crucificar a nossa velha natureza, a nossa carne. Não é o velho homem que domina mais sobre você, mas a nova criatura dentro de si.

Há uns dias aconteceu-me o mesmo que acontecia com Jesus e os discípulos, quando a Bíblia diz que os fariseus não tinham palavras para os contradizer, nem podiam resistir ao espírito com que falavam. Um exemplo é o de Estêvão, em que os fariseus não podiam resistir o espírito com que ele falava. Há uns dias atrás, não podendo resistir à palavra de Deus que eu falava para certa pessoa, acabaram por concluir “Ele prega muito bem, mas o diabo também falava muito bem”. Este é um exemplo real, e prepare-se porque também irá acontecer consigo. Era precisamente o que diziam de Jesus e dos discípulos. Os fariseus admiravam-se de como Ele sabia letras não as tendo estudado. Diziam o mesmo de Pedro e João quando foram ao Sinédrio, admirando-se de como eles sabiam letras sem as ter estudado. Isto é a graça de Deus sobre a vida de uma pessoa. Já lhe aconteceu falar de Jesus a alguém e saírem versículos da sua boca, e nem se lembrava que os sabia? É a graça de Deus. Foi o que Jesus disse: “vos será dado, no momento certo, o que haveis de falar” (Mateus 10:19 e Marcos 13:11).

Dentro do amor temos protecção, mas fora do amor estamos no terreno do inimigo. Por isso o diabo vai tentar ofendê-lo, magoá-lo e tirá-lo do amor de Deus. Se você deixar-se ofender, responder à retaliação, pagar o mal com o mal, vai ficar em terreno do inimigo.

Romanos 8:33,34
«Quem intentará condenação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.»

Para algumas pessoas, eu já tenho lugar cativo no inferno, assim como todos que vierem atrás de mim. Mas quem me condenará? Foi Cristo quem morreu pelos meus pecados e quem ressuscitou e se sentou à direita de Deus Pai. Foi Cristo que livrou a minha alma do inferno, resgatou-me com o amor eterno e escreveu o meu nome no livro da vida. Glória a Deus!

Quando alguém lhe disser que está no caminho errado, vai para o inferno e está num seita do diabo, saiba o que está escrito na Bíblia. Não tenha medo, porque não foi essa pessoa quem pagou pela sua salvação. O que importa é o que Deus pensa de si. Deus pensa que você é Seu filho, e que vai conseguir acabar a sua carreira e receber a coroa que lhe pertence.

Não existe nada nem ninguém que possa separar-nos do amor de Deus. Por muito mal que lhe façam, só sairá do amor de Deus se quiser e deixar que um cristão carnal, que faz aquilo que a palavra de Deus diz para não fazer, o ofenda. A palavra de Deus diz: “Não vos julgueis uns aos outros. Abençoai e não amaldiçoeis”. O povo de Deus não amaldiçoa, pois somos o povo da bênção. Abençoamos até os nosso inimigos, quanto mais os nossos irmãos em Cristo.

Existe uma doutrina falsa que entrou em algumas Igrejas, dizendo que não temos de andar em amor com os nossos inimigos, mas com os irmãos. É como um pastor que tem um cajado para as ovelhas, e uma vara para os lobos. Isto é falso, e vai contra tudo o que Jesus ensinou. Ele até disse: “Se saudares unicamente os que vos saúdam, que galardão tereis? Não fazem os fariseus o mesmo? E se fizeres bem somente a quem vos faz bem, que galardão recebereis? Não fazem os fariseus o mesmo? Por isso amai os vossos inimigos, fazei bem àqueles que vos fazem mal, orai pelos que vos maltratam e perseguem. Para que sejais chamados filhos do vosso Pai que está nos céus, e que faz com que o sol venha sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos”.

A palavra “filhos” é a palavra grega uius. Existem duas palavras para filhos: tecno que significa criança nascida, e uius que significa filho adulto. O filho adulto é aquele que diz bem de quem diz mal dele, faz bem a quem lhe faz mal e abençoa aqueles que o maltratam e perseguem. Isto é crescimento espiritual, frutos do espírito, o carácter de Deus manifestando-se na vida do crente. É o que Deus espera de todos nós. Pode não chegar lá num dia, mas vai prosseguindo para o alvo. Paulo diz: «não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo» (Filipenses 4:13, 14). Vamos chegar lá porque Jesus disse que aquele que busca, encontra. A ideia de Deus é que, ao olharem para si, vejam Jesus dentro de si – tanto no bem, como no mal. As pessoas vão ver que falam tanto mal de si, mas a sua boca não fala mal de ninguém.

Tiago, no capítulo 3, diz que com a mesma boca abençoamos a Deus e amaldiçoamos os homens, feitos à imagem de Deus. Amados, não convém que isto se faça, porque de uma mesma fonte de água não sai água doce e água salgada. Cada boca fala o que está dentro do coração, e como pode falar mal se há uma nova criatura dentro de si, um novo espírito que clama: Aba Pai? Jesus dizia aos fariseus: “Hipócritas, como podereis falar bem sendo o vosso coração mau?”. A boca fala do que há em abundância no coração.

Tenha cuidado com o que anda a falar e medite nesta palavra para que, no seu coração, esteja o bom depósito, o tesouro da palavra de Deus. Ser cristão não é só vir à Igreja. Você ganhou um inimigo acérrimo, Satanás, que vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para destruir a sua vida e seu ministério. Se reagir às suas acções, como ele quer, vai ser derrotado. As suas acções e atitudes não podem ser reacções a atitudes de terceiros. Você tem de andar na palavra e fazer o que a palavra de Deus diz, ainda que no início o seu sentimento seja de perca e se sinta prejudicado. Mas lá à frente, você vai vencer porque Deus dá graça aos humildes e resiste aos soberbos.

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Deus deu ordem “...Produzam as águas cardumes de seres viventes... as águas produziram abundantemente segundo as suas espécies...”. Logo as águas tornaram-se na fonte de vida dos peixes. Tire o peixe da água e ele morre, porquê? Porque se afastou da sua fonte de vida. Deu ordenou à terra que produzisse erva verde que dê semente segundo a sua espécie e árvores de fruto cuja semente está nele segundo a sua espécie. Logo a terra tornou-se na fonte de vida das plantas. Tire a planta da terra e ela morre, porquê? Porque se afastou da sua fonte de vida. Por fim Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele... sobre toda a terra...”. O homem não veio da terra nem da água. O homem veio de Deus, logo Deus é a fonte de vida do homem. Se o homem se afastar de Deus morre, porquê? Porque se afastou da sua fonte de vida. Assim como o peixe precisa estar em comunhão com a água e as plantas em comunhão com a terra. O homem precisa estar em comunhão com Deus, para viver.

 

Falamos um pouco acerca disto no primeiro capitulo, é muito fácil estarmos envolvidos em tantas actividades religiosas, que nos esquecemos do mais importante: Estar em comunhão com Deus.

 

Depois de estudar um pouco mais acerca do ministério de Jesus, verifiquei que Ele se apartava muitas vezes das actividades do ministério, para estar a sós com o Pai (orar e esperar em Deus). (Mc.1:45) “Jesus já não podia entrar abertamente numa cidade, mas conservava-se fora em lugares desertos; e de todos os lados iam ter com ele”. Jesus era muito popular, as multidões seguiam-no para todo o lado, era uma bela altura para fazer mega-reuniões, levantar grandes ofertas para o ministério, seria natural pensar assim hoje em dia. No entanto Jesus tem uma reacção diferente a este tipo de popularidade, parece que Ele dava mais valor a outra coisa: retirava-se para os desertos e Lucas diz-nos o que Ele fazia nos lugares desertos, (Lc.5:16 ) “...ali orava”. Jesus dava mais importância a manter uma comunhão intima com o Pai, do que alimentar a sua popularidade e o sucesso financeiro do seu ministério. Outras vezes Ele era o primeiro a levantar-se, (Mc.1:35) “De madrugada, ainda bem escuro, levantou-se, saiu e foi a um lugar deserto, e ali orava”. Isto mostra que Jesus cuidava por ser um homem de, Oração e comunhão intima com o Pai, (Mt.14.23,25) “Tendo-as despedido, subiu ao monte para orar à parte. Ao anoitecer, estava ali sozinho. Á quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar”. Uma vigília eram três horas, a quarta vigília da noite, eram seis horas da manhã. O que quer dizer que desta vez, Jesus orou cerca de doze horas seguidas.(Lc.9:29) “Enquanto ele orava, mudou-se a aparência do seu rosto, e a sua roupa tornou-se branca e resplandecente”. Tinha uma comunhão tão forte com Deus, que em momentos de oração chegava a “passar para o outro lado”. (Lc.6:12) “Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar; e passou a noite toda em oração a Deus”. Apesar do grande sucesso no ministério, fica claro que Jesus, mantinha a comunhão com o Pai, acima de tudo. 

 

Por vezes os discípulos tentavam fazer o mesmo que Jesus fazia mas parece que se esqueciam de alguma coisa, (Mt.17:21) “mas esta casta de demónios não se expulsa senão à força de oração e de jejum”. Finalmente os discípulos aprenderam o segredo e seguiram-lhe o exemplo, (At.1:14) “Todos estes perseveravam unanimemente em oração”. (At. 3:1) “Pedro e João subiam ao templo à hora da oração...”. (At.6:4) “Mas nós perseveraremos na oração...”. (At.16:13) “No sábado saímos ... onde julgávamos haver um lugar de oração”. (At.16:16) “Ora, aconteceu que quando íamos ao lugar de oração...”. (Rm.12:12) “...perseverai na oração”. (Ef.6:18) “com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito...”. (Col.4:2) “Perseverai na oração...”. (I Pe. 4:7) “...vigiai em oração”.

 

Uma das armadilhas do diabo nestes últimos tempos, é secularizar a igreja. Como no principio a igreja entrou no mundo e os seus princípios influenciaram a sociedade daqueles dias, no fim é o mundo que tende a entrar na igreja e os seus princípios a influenciar a vida dos crentes. A oração individual e a comunhão com Deus, guarda-nos dos enganos do inimigo e prepara-nos para fazermos a obra de Deus.

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Ora, quando nós temos que nos relacionar com outras pessoas, ficamos logo a saber que não somos perfeitos. Porquê? Porque quando nós nos chegamos perto de uma pessoa e passamos algum tempo próximo a ela, começamos a perceber aquilo que para nós é um defeito na outra pessoa.

E nós mesmos, quando nos relacionamos com outros e outros se relacionam connosco, também vem ao de cima, ou acaba sempre por se revelar, os nossos próprios defeitos e obviamente a outra pessoa também o percebe. E quanto mais íntima for a relação entre as pessoas, mais notáveis se notam as falhas mútuas. Amém?

Agora, até aqui está tudo certo, o problema começa quando as pessoas se querem mudar umas às outras. O problema começa quando uma pessoa quer mudar a outra ou quer que a outra aja como ela agiria. E é problema porque? Porque somos todos diferentes, todos temos reacções diferentes perante circunstâncias iguais.

E a partir de aí, as pessoas começam a noticiar os nossos defeitos. Os seus defeitos começam a ser notícia na boca das pessoas que se relacionam consigo e aí é quando os problemas acontecem. O seu trabalho como pessoa, como crente, não é noticiar os defeitos dos outros, é orar por aqueles que acha que tem defeitos.

E ajudar, no espírito de mansidão, ajudar aquela pessoa. Porque provavelmente, o defeito que a outra pessoa tem, pode ser que nem a pessoa se aperceba dele, pode ser que a pessoa ache que estava a fazer bem porque nunca houve ninguém, com um espírito de mansidão, dissesse à pessoa que a atitude que ela tem ofende outras, prejudica outras, entristece outras.

E é ai onde nascem as ofensas. O que é uma ofensa? Uma ofensa é uma angústia, é uma aflição... Uma ofensa é dizer mal de, é difamar alguém. Porque é que está relacionado com dizer mal de ou difamar alguém?

Porque uma pessoa ofendida vai sempre levar essa ofensa aos outros. Uma pessoa ofendida é uma pessoa que não consegue calar a boca, na próxima oportunidade que ele tiver, vai tentar dizer alguém o quão mal ele foi tratado, vai tentar explicar aos outros que aquela pessoa lá atrás lhe fez muito mal e injustamente.

As ofensas são uma armadilha do diabo. Esse sentimento de vítima é uma armadilha do diabo para amarrar a si e amarrar as pessoas a quem você levar esta atitude.

(Hebreus 12:15) - "Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem."

Irmão, a amargura são sentimentos causados pela ofensa. Uma pessoa ofendida é uma pessoa amargurada, azeda. Você pergunta: "Como é que vai?" - Vou muito bem - "Quer ir tomar um cafezito?" - Não, agora não me apetece - É uma pessoa ofendida que está a procurar chamar a atenção. A ofensa priva-nos da graça de Deus e impede-nos de receber de Deus!

Ofensa deixa-nos perturbados e altera o nosso comportamento. É ou não é? Uma pessoa ofendida nem fala. "Olha o que é que me aconteceu, passou por mim, e nem me falou! O que é que ele tem?" - Está ofendido consigo e é a forma de ele chamar a atenção. A ofensa dentro da pessoa ofendida contamina os outros que estão à volta dela.

Já lhe aconteceu você estar numa sala e entrar alguém seu conhecido com uma cara "comprida" e você olha para ele e você pensa: "Hei, o que é que aconteceu hoje?" Porque a pessoa ofendida leva a ofensa aos outros, onde quer que ela for, leva a ofensa estampada no rosto.

Quando nós somos ofendidos nos queremos levar a ofensa a mais alguém, não queremos carrega-la sozinho. Queremos que os outros sejam solidários com o nosso ponto de vista. E procuramos agregar adeptos, associados do nosso lado que nos defendam, que nos dêem as pancadinhas nas costas e digam: "Pois, realmente o outro é um tratante, um malvado... tu é que tens razão, haveria de ser comigo!"

Mas olhe o que eu lhe vou dizer: As pancadinhas nas costas e a concordância dos outros com a nossa ofensa não curam as nossas feridas nem pagam as nossas contas o que acontece é que você já está amarrado com a ofensa e agora está outro que por sua vez chega a casa e diz ao marido: "Tu sabes o que é que a fulana fez à vizinha aqui de baixo?!" - "O que?" - "Tu vê lá, ela fez isto e mais aquilo e disse isto e aquilo... Devia de ser comigo, eu deitava as mãos aos colarinhos..."

Vou-lhe dar um exemplo: Eu vivia aqui em cima em Braga e todos os dias saia para orar e ia para a beira de uns campos. E um dia vi um homem com duas gaiolas no meio do campo. A gaiola de baixo tinha um pássaro e a de cima tinha um alçapão e estava aberta. Ele estava com um fio cá de longe que mantinha o alçapão aberto (o alçapão é a porta que está em cima da gaiola).

E o passarito estava sempre a cantar e os pássaros que passavam nas redondezas ouviam os gritos do outro e vinham e andavam ali a rondar a gaiola. O passarinheiro com o fio na mão a espera do momento certo para puxar o fio e eu vi nitidamente um passarito entrou julgando ele que o alçapão de cima dava acesso à gaiola onde estava o outro pássaro. Entrou, o passarinheiro puxou o pau e agora em vez de um engaiolado estavam dos engaiolados.

Qual é a moral desta historia? O que é que isto quer dizer?! - Olhe o passarito lá de baixo: "Sabes o que é que me disseram? Sabes o que é que ela me chamou? Disse que eu não presto para nada que eu não faço nada de jeito!"; "Estou, mamã..." - "Oh filhinha..." - "Mamã, o David disse que eu não cozinho nada de jeito! Aquele arroz que a mamã me ensinou a fazer ele não gosta, diz que não presta para nada... Oh mãe, não aguento mais. Mãezinha..."

E a mãezinha do outro lado: "Oh minha filha, eu avisei-te filha... eu disse que esse rapaz não era de boas famílias." - Em vez de uma filha engaiolada está a filha e a mãe, ofendidas contra o genro (é caso para dizer: é filha da mãe, passo a expressão, a filha e a mãe).

Entende o que eu quero dizer? Entende porque é que eu digo que a ofensa é uma armadilha de satanás? Porque uma pessoa ofendida já está engaiolada pelo diabo, amarrada pelo diabo. Porque?

A pessoa ofendida fica privada da graça de Deus, fica privada de receber de Deus. Porque uma pessoa ofendida é uma pessoa que ainda não perdoou e se não perdoou não pode ser perdoado. Se não perdoou as ofensas dos outros, também não pode ser perdoado. Deus fica impedido/impossibilitado de perdoar a essa pessoa.

Olhe, eu lembro-me que uma pessoa da minha família, uma mãe que uma vez recebeu uma carta de uma filha escrita a vermelho e guardou aquela carta anos e anos. Os anos que aquela ofensa durou! Até que um dia aquela pessoa se converteu e eu lembro-me de dizer àquela pessoa: "Você vai queimar essa carta e vai perdoar a sua filha!" A pessoa fez isso e ficou livre da ofensa.

Percebeu? Uma pessoa ofendida é uma pessoa que está amarrada pelo diabo. Por isso é que o diabo quer trazer ofensa. Você vai sempre ter pessoas na sua vida que vão ofende-lo. Mais cedo ou mais tarde, volta e meia já aparece outro que diz qualquer coisa, que fez qualquer coisa e você fica com oportunidade de ficar ofendido.

Qual é a táctica do diabo? Amarra-lo, priva-lo da graça de Deus. Então você tem que ter muito cuidado para não se deixar amarrar pelo diabo. E depois vem com o sentimento de injustiça não é? - "Que mal é que fiz eu a Deus? Eu sou tão boa pessoa. Andamos nós a criar os filhos para isto! Tantas tirei eu da boca para lhe dar a ele e agora é a paga que ele me dá, que não liga nenhuma à mãe, fiz anos e nem me ligou!" - O diabo quer amarra-lo!

"Oh pastor, mas isto está mesmo mal, então a mãe faz anos e ele nem telefona...!" - E depois? O que é que a mãe ganha por ficar ofendida? Não ganha nada, só perde! Perdoe, perdoa a má atitude que o seu filho teve, mas não fique ofendida, não deixe o diabo amarra-la e mantenha as suas opiniões quietas, não fique a telefonar mal a toda a gente para falar mal do seu filho. (Isto é um exemplo).

Porque é que eu estou a dizer: perdoe, não fique ofendido? Porque o espírito da ofensa não perturba a pessoa que causa a ofensa, vai perturbar e amarrar a pessoa agora ofendida. Porque? O outro que ofendeu já está amarrado à muito, mas agora ganha um adepto. Percebeu? Amém?

O que causa a ofensa está na gaiola e o que fica ofendido é o que entra agora na gaiola! Então, não se deixe ficar ofendido! Seja com quem for, seja em que circunstância for, não deixe que a ofensa o amarre e o prive da graça de Deus!

(Hebreus 4:12) - "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração."

Esta palavra discernir significa no original: dirigir, comandar e orientar. Então, a palavra de Deus é viva e eficaz para dirigir, comandar e orientar os pensamentos e as intenções do coração.

Então, o que é que eu faço? Eu agora vou dar sete conselhos práticos dê: 'Como Vencer a Ofensa'. Porque? Por que como você deve imaginar, nós os pastores também temos muitas oportunidades de ficar ofendidos, muitas oportunidades de ficar ofendidos! Então vou-lhe dar sete conselhos práticos:

1. Medite na palavra de Deus. Porque a palavra de Deus é apta e eficaz para dirigir, comandar e orientar os seus pensamentos.

2. (Filipenses 4:8) - "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (ou seja isso que ocupe o vosso pensamento)."

Porque é que eu digo isto? È comum, nas pessoas ofendidas, ficar a "matutar" nas ofensas. Quando ficam sozinhos ficam a pensar no que o outro lhe diz. A pensar e a remoer o que o outro lhe disse ou o que o outro lhe disse e lhe fez.

"Eu devia ter dito aquilo e depois ele dizia isto e se calhar eu devia ter respondido assim e ia dizer desta maneira e daquela" - e passado um bocado você está todo alterado com uma coisa que nem sequer aconteceu.

Então, ocupe o seu tempo com aquilo que é verdadeiro e com aquilo que é justo e com aquilo que é bom e honesto. Porque às vezes pode ser verdadeiro mas não é bom, então não pense naquilo.

Os problemas só têm a importância que você lhes dá. Aquilo que as outras pessoas lhes fazem, aquilo que as outras pessoas dizem de si ou pensam a seu respeito só tem a importância que você lhe der.

Por exemplo, eu quero lá saber o que é que o homem lá de baixo da mercearia pensa de mim! Não me interessa isso para nada, quero lá saber. Certo? Então, o que ele pensa de mim não me afecta.

Agora, o que a minha mulher pensa de mim é outra história! O que o meu filhos pensam de mim é outra história, tem importância o que eles pensam de mim. Agora, o homem da mercearia não tem importância alguma, certo?

3. Meditar sobre quem nós somos em Cristo ajuda-nos a vencer as ofensas. Porque há certas ofensas que destroem a nossa auto-estima.

Porque exemplo, uma pessoa no trabalho que lhe diz assim: "Ah, você não faz nada de jeito, você não presta para nada, é um zero à esquerda!" É uma auto-estima que é rebaixada, que é destruída se a pessoa não tiver cuidado. E a pessoa fica ofendida com aquilo. Então, pensar no que quem somos em Cristo, isto é, o que é que Deus pensa de si, como é que Deus o vê, ajuda a levantar a sua auto-estima!

"Ai pastor, no meu trabalho toda a gente fala mal do meu trabalho, por acaso hoje eu estava a fazer um trabalho que por acaso saiu-me mal e logo veio uma colega minha dizer que não prestava para nada e que o meu trabalho não era profissional, era de amador... eu fiquei tão triste, o que é que eu devo fazer?" - Quando ela disser isso você diga: Olha, fica sabendo que foram os amadores que construíram a arca de Noé e os profissionais o Titanic. Amém?

Não se deixe rebaixar por ninguém! Outra senhora disse: "Ai pastor, lá no meu trabalho andam a falar mal de mim por detrás, o que é que acha que eu faça?" - Anime-se... - "Animo-me porque? - Porque se falam mal de si por detrás é porque você está pelo menos a um passo à frente. Você está mais a frente que elas, glória a Deus, é por isso que falam mal de si pelas costas. Têm inveja sua, queriam ser como você é.

A crítica é só uma forma desajeitada dos outros dizerem que gostavam de ser como você! Então, não se deixe rebaixar nem que os outros destruam a sua auto-estima, você não é o que eles dizem que você é. Você é o que Deus diz que você é!

4. Perdoe sempre, perdoe sempre. Quando alguém falar mal de si, perdoe aquela pessoa imediatamente. "Ai, mas não dá vontade!" Eu sei, mas você não está a perdoar para fazer um favor a ele que ele não merece, você está a perdoar para fazer um favor a si próprio.

Ninguém merece ser perdoado, ninguém merece ser perdoado! Porque se alguém merece o perdão, não é perdão, é justiça. Perdão é um favor imerecido. Mas perdoe, porque quando você perdoa, vê-se livre dos laços do diabo. Mas se você não perdoar o diabo vai amarra-lo, ficam os dois engaiolados: o que causou a ofensa e o ofendido.

5. Ore por aqueles que o ofenderam. Se você diz: "Ai, eu não tenho forças, eu não consigo falar bem por aquela pessoa ou perdoar aquela pessoa" - comece a orar por ele, leve-o diante de Deus!

"Senhor Deus, eu trago o fulano tal diante de ti. Senhor, eles falaram mal de mim, fizeram-me mal, tentaram destruir-me, tentaram fazer isto e mais aquilo, mas eu, eu os abençoo. Senhor, ajuda-os... abençoa o coração maravilhoso deles e a sua cabeça estúpida. Senhor, ajuda-os!"

Com o coração está tudo bem, eles amam a Deus também, são cristãos ou são pessoas bem-intencionadas, mas a cabeça, aquela cabeça é que está cheia de teias de aranha.

6. Fale bem daqueles que falam mal de si. Quer mesmo vencer? Fale bem daqueles que falam mal de si. Sabe porque? Porque Deus vai reverter a situação e se hoje você está por baixo por causa da difamação dos outros, das ofensas dos outros, Deus vai coloca-lo por cima. Fale bem deles! Fale bem de quem falar mal de si, abençoe essas pessoas e Deus vai-se encarregar do resto. Amém?

(Romanos 12:19) - "Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor."

(Romanos 12:20) - "Portanto (pelo tanto que está envolvido nisto), se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça."

(Romanos 12:21) - "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem."

Irmão, se o bem vence o mal, qual é o mais forte? É o bem! Então se o bem é mais forte e você pode fazer o bem, não se deixe vencer pelo mal, não se deixe vencer pela ofensa, não se deixe amarrar pela ofensa.

Derrubando o espírito de ofensa II
Esta é a segunda lição e quero começar por dizer o seguinte: todos nós, numa altura ou outra na vida já tivemos oportunidade de ficar ofendidos. Sim ou não? Todos nós já passamos por situações em que as nossas emoções foram ofendidas com injustiças ou mal entendidos. Concorda comigo?

E a questão não é se você foi ofendido ou se não foi ofendido, se uns foram mais ofendidos que os outros e por isso os menos ofendidos têm mais probabilidades de vencer na vida, ou não têm tantas mágoas na sua alma. A questão não está ai, a questão está em: O que é que você vai fazer numa situação dessas.

Porque ofensas vem a todos, mal entendidos vem a todos, emoções feridas acontecem com toda a gente, mas a questão é: O que é que você vai fazer num momento desses. Isso é que será a diferença entre a vitória e o fracasso, entre ficar amargurado ou ficar livre das ataduras de satanás. Porque a ofensa é uma armadilha de satanás para o amarrar.

Diga: A ofensa é uma armadilha de satanás para me amarrar.

Quando as nossas emoções são feridas, a ofensa vem bater à porta e nunca vem sozinha, traz a família toda. Traz a mágoa, traz o rancor o ressentimento e a murmuração. Murmuração porque? Porque a pessoa ofendida não fica calada; a pessoa ofendida perde o controlo da sua língua; a pessoa ofendida fica privada da graça de Deus; a pessoa ofendida fica ofendida de receber de Deus e é ai que o diabo a quer.

Porque uma pessoa ofendida é uma pessoa que ainda não perdoou. E se ainda não perdoou não pode receber perdão, não está em posição de receber de Deus. Amém? E se a ofensa não encontrar ninguém que lhe faça frente, ela acabará por controlar a sua vida e por isso é que Jesus disse: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Lucas 4: "O Espírito do Senhor está sobre mim porque me ungiu para libertar os cativos"

"Ai, mas se a bíblia diz: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará", eu pensei que estava livre da ofensa!" - Não é isso que quer dizer. O que quer dizer é que: claro que você vai ter oportunidade de ficar ofendido, claro que você vai ter que enfrentar tribulações e problemas, a questão é que os ataques do diabo não têm que controlar a sua vida!

Deixe dizer desta maneira, você não tem que se deixar controlar pelos ataques do diabo. Eles estão ai por toda a parte mas não precisam de controlar a sua vida. Então, ou você controla a ofensa ou a ofensa o vai controlar a si; exercer domínio na sua maneira de falar, sobre a sua forma de pensar, sobre a sua forma de agir.

Já viu uma pessoa ofendida? Passa por si e nem lhe fala, vê que você vem no mesmo passeio e passa para o outro lado. E se não puder passar para o outro lado da rua, de repente vira-se para ver uma montra e logo era aquela montra que dizia: "fechado para obras"! Mas ela nem viu, tal era a ofensa. É ou não é?

E como é fácil de detectar uma pessoa ofendida! Se você trabalha com ela ou se é da sua família ou assim, quando ela chega a casa você olha e diz: "Hei lá, o que é que foi hoje?" certo ou não?

Ora bem, o espírito de ofensa, porque isso é um demónio, o espírito de ofensa terá mais actividade nos últimos tempos. Jesus falou em Mateus 24 que: "Naqueles tempos, muitos serão escandalizados (ou ofendidos) e uns trairão a outros". Não disse alguns, disse "muitos"! Quer dizer que o espírito de ofensa vai ter muito trabalho.

Mas a boa notícia é que quando Jesus disse isso não falou nem no seu nome nem no meu. Então, a ofensa não nos precisa de controlar. Amém?

Qual é o objectivo que satanás tem com as ofensas? É controlar a sua vontade, manipular a sua vontade para neutralizar o seu espírito. Uma pessoa ofendida é uma pessoa que muitas vezes se revolta contra Deus mesmo; uma pessoa ofendida perde a vontade de orar, de ler a bíblia de buscar a Deus e alimenta-se de um sentimento de justiça e por isso noticia a sua ofensa para receber as pancadinhas nas costas: "pois é, haveria de ser comigo!"

Mas o sentimento de injustiça e as pancadinhas nas costas por outros não pagam as suas contas, nem saram as suas feridas, nem resolve os problemas da sua vida. Uma pessoa ofendida fica a marcar passo no deserto e Deus não quer que você fique no deserto, Deus tem uma Terra Prometida para si. Não deixe o diabo roubar-lha.

Uma pessoa ofendida é como um pássaro engaiolado. Eu lembro uma vez, eu vivia aqui no norte, pastoreávamos uma igreja aqui no norte. E todos as manhãs eu saia para orar e então ia orar para pé de uns campos e vi um homem a casar pássaros.

Então era assim: ele tinha duas gaiolas, na gaiola de baixo tinha uma pássaro e na gaiola de cima tinha um tecto aberto que chamam alçapão. Ele tinha uma pauzinho a assegurar o tecto da gaiola de cima com um fio amarrado e lá longe, atrás de umas árvores tinha o fio na mão.

E o passarito engaiolado estava a sempre a cantar e os outros livres que estavam nas redondezas ouviam o canto deste. Então, este dizia assim: "Tu não sabes o que me chamaram e a injustiça que me fizeram no trabalho e a minha filha que não me liga nenhuma, tanto passei para a criar e é a paga que me dá, nem nos meus anos me telefonou para dar os parabéns!"

Os outros que iam a passar aproximavam-se da gaiola para dar ouvidos ao pobrezinho do pássaro, coitado, está engaiolado. Toda a gente sabe que está mal, a mãe faz anos e a filha não telefonou! Está mal! Ou nem telefona a perguntar se precisa de alguma coisa, está mal!

Então o pássaro vinha e dizia: "Não me digas! Ah! Espera ai que eu já te vou ajudar!" entrava dentro da gaiola, o passarinheiro puxava o fio e agora eram dois engaiolados. É por isso que eu digo que a ofensa é uma armadilha de satanás para o amarrar a si. Amém?

Porque? Porque tanto o ofendido como aquele que ofende já estão os dois engaiolados, mas eu tenho boas noticias para si, é que o ofensor não tem que o ofender a si, ou você não tem que ficar ofendido com ele. Lá porque ele está ofendido, você não tem necessariamente que se deixar ofender.

Se ele quer ficar engaiolado, que fique! Mas você vai perdoar, não vai levar a peito as palavras que essa pessoa lhe disse para o magoar, para descarregar em si a raiva dele e a ofensa que ele tem. Você está a perceber?

(Lucas 17:1) - "E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos (ofensas), mas ai daquele por quem vierem"

(Lucas 17:2) - "Melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de atafona, e fosse lançado ao mar, do que fazer tropeçar um destes pequenos"

A ofensa é algo com o qual nós vamos ter que lidar toda a nossa vida até Jesus voltar e Jesus diz que: É impossível que não venham escândalos (ofensas) ai daquele por quem vierem Melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de atafona, e fosse lançado ao mar"

Ou seja, Jesus está a falar que tanto a pessoa que se deixa ofender como aquele que ofende, os dois estão mal! O que se deixa ofender ficou amarrado pelo diabo também, mas aquele que ofende fez o papel do carrasco do diabo.

(Vamos ver um versículo que é recíproco)

(Romanos 14:13) - "Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito (um alvo) não pôr tropeço ou escândalo ao irmão."

Que seja um propósito da nossa vida não ofender os outros. Porque? Porque o diabo quer entrar por algum lado na sua vida e na vida dos outros! E se você fizer e se você fizer disto um propósito: "tudo o que eu falar vai ser para edificar os outros, tudo o que eu falar há-de ser o que é verdadeiro, bom e puro e se não é, não falo".

Olhe, às vezes as pessoas ficam ofendidas e não consegue lidar com a situação porque as suas emoções estão alteradas e se você vai falar com a outra pessoa, estando ofendida, ainda que seja para por tudo direito, às vezes estraga mais do que já estava porque as suas emoções estão alteradas.

O que é que faz? Durma sobre o assunto, deixe passar um dia. Durma sobre isso, não fale hoje - "Ai, mas eu tenho que falar senão eu arrebento!" - então arrebente mas não diga nada. Acalme as suas emoções e no dia seguinte, se estiver com domínio, com controlo sobre as suas emoções, fale. Se ainda não consegue, durma mais uma noite sobre o assunto. E quando conseguir, com paz vá falar com essa pessoa. Amém?

A ofensa, preste bem atenção, a ofensa é um espírito que se opõe ao evangelho. Farão ficou ofendido com a Palavra de Deus. A Palavra de Deus foi uma ofensa para Farão! Quando Moisés disse: "Deixa sair o meu povo, assim diz o Senhor Deus de Israel, deixa o meu povo sair!" - Ui, palavra que disseste!

Saul ficou ofendido com a Palavra de Deus também. Fechou o coração dele e a ofensa de Saul levou à queda, levou-o a perder o seu trono justamente para David que era o alvo da ofensa de Saul. Saul ficou ofendido porque soube que Deus foi ungir a David como rei.

Os fariseus ficavam ofendidos com a pregação de Jesus. Porque? Porque Jesus falava o que eles não gostavam de ouvir, porque Jesus os chamava ao arrependimento: "Hipócritas, arrependei-vos... sepulcros caiados por fora, mas por dentro podres" e isso ofendia os fariseus, por isso é que acabaram por matar Jesus Cristo, crucificar.

Violaram dezoito leis, dezoito leis foram quebradas para que pudessem condenar Jesus Cristo. E o interessante é que Jesus não se defendeu. Na verdade, só estavam a cumprir o plano de Deus. Mas foi a ofensa que os levou a fazer isso.

Quando você vê na bíblia que os judeus, movidos de inveja falavam mal de Jesus, contradiziam o que Jesus dizia, é disso que está a falar. Jesus foi chamado a pedra de escândalo.

(Actos 4:11) - "Ele (Jesus) é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina."


Havia um ditado popular, um provérbio daqueles tempos a respeito da pedra de esquina. Sabe o que é a pedra de esquina? Você já viu aquele arco romano que é uma porta? Tem um arco por cima não é? E tem as pedras cortadas num certo ângulo e o ângulo de corte das pedras permite segurar o peso todo que está em cima.

A pedra de esquina é aquela que está no meio. É essa que segura as outras todas e segura no peso de cima. Então o provérbio era que, quando eles estavam a construir o templo de Salomão, as pedras não eram cortadas no local da construção, ali não se fazia ouvir som de ferramenta.

As pedras eram cortadas longe e já vinham preparadas e chegado ao local só era preciso coloca-las no sítio conforme o corte e o ângulo que tinham. Pois, havia lá uma pedra que os construtores rejeitaram porque não cabia me lado nenhum.

O ângulo de corte dela não cabia par por numa esquina, não cabia para por ali, não encaixava. Então, desprezaram-na: "Não presta para nada esta pedra!" Mas quando estavam a fazer o arco, e era preciso por uma pedra ali no meio, lembraram-se da pedra que fora rejeitada. Foram lá busca-la e o corte encaixava perfeito, ali!

Então o ditado popular ficou que: a pedra que foi rejeitada pelos edificadores, acabou por ser eleita e principal de todo o edifício.

E o apóstolo que estava a pregar, Pedro, disse que esta pedra é Jesus Cristo que os edificadores, o povo religioso, as autoridades locais rejeitaram mas que Deus fez dela a pedra principal.

Às vezes você pode falar coisas que as outras pessoas não gostam de ouvir e ficam ofendidos consigo e na verdade, sem que você tenha culpa disso. Mas o facto de eles não quererem mudar leva-os à ofensa. Porque no fundo, no fundo, no fundo eles até sabem que você tem razão.

Certa vez na minha vida eu disse a alguns lideres o seguinte: "Vocês são uns hipócritas, uns cínicos e uns murmuradores" e eles não gostaram de ouvir isso e trataram de destruir a minha vida, o meu ministério, a minha família, o meu casamento. Procuraram fazer tudo!

Mas sabe uma coisa, não conseguiram porque Deus está comigo. Porque quando você fala a verdade, nem todas as pessoas gostam de ouvir porque a verdade dói mas liberta. Liberta quem? Os que amam a verdade, porque aqueles que não amam a verdade vão ficar ofendidos consigo e porque não querem mudar eles, têm que mostrar ao mundo que você é que está mal. Já lhe aconteceu isto?

Então, o que fazer antes da ofensa? Vamos falar de medicina preventiva. Veja, se uma pessoa fica ofendida com outra, é comum essa pessoa falar a respeito da outra como se Deus a tivesse abandonado, como se Deus também estivesse ofendido com ela.

Eu lembro-me de às vezes dizer a algumas pessoas coisas que elas não gostavam de ouvir e essas pessoas tratavam-me como se Deus me tivesse abandonado, como se Deus estivesse ofendido comigo. Para que? Para você se sentir mal com aquilo que você falou e não falar mais.

É uma reacção e um fruto da ofensa. Mas você não tem que se deixar deter por causa disso. Amém? Então, o que fazer antes da ofensa?

Como Jesus disse que era impossível que não viessem ofensas, então vamo-nos preparar. Assim você não é apanhado de surpresa. Quando a ofensa vier, você está preparado, de vigia.

(João 13:1) - "Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim"

(João 13:2) - "E, acabada a ceia, tendo o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse

(João 13:3) - "Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus"

(João 13:4) - "Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se"

(João 13:5) - "Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido"


O que é que isto tem a ver com a ofensa? Veja, era comum o judeu antes de comer fazer um ritual. Lavava as mãos, ungia a cabeça com óleo, lavava os pés, etc. na Seia, na ultima Seia, a Pascoa, nenhum discípulo (pelo menos a bíblia não relata isso) nenhum teve a iniciativa de lavar os pés fosse a quem fosse antes de comerem.

Contrariando a tradição comeram todos com os pés e com a s mãos sujas. Porque? O trabalho de lavar os pés aos convidados era serviço para o escravo mais baixo da casa, ou o que estava a trabalhar lá a menos tempo ou como um castigo. Era o pior castigo que eles podiam ter.

Por isso é que ninguém tomou a iniciativa. "O que?! Eu?!" E Jesus não disse nada, nem a Jesus alguém se voluntariou para lavar os pés. Então, no fim de comer, quem foi lavar os pés foi Jesus, foi lavar os pés a todos. Isto era uma humilhação, era humilhante.

Mas veja, o que é que levou Jesus a fazer isso? A não ficar ofendido com esta atitude. Jesus sabia que o Pai havia depositado n'Ele todas as coisas, sabia que era chegada a hora de voltar para Deus. Jesus sabia quem era, de onde veio e para onde ia.

O que fazer antes da ofensa chegar? Você precisa de saber quem você é, quem você é em Cristo. O que é que Jesus fez por si na cruz do calvário. O valor que você tem para Deus. E quando a ofensa chegar, você está preparado.

"Não, eu sei quem sou, sei de onde vim e sei para onde vou e sei o que é que estou aqui a fazer!" - Saber isto é uma protecção contra a ofensa, irmão, eu sei o que estou a falar!

Quando a ofensa vem, e o diabo quer derruba-lo, vem sem medida. Se você não sabe quem você é, as promessas que Deus lhe fez, de onde veio e para onde vai, se você não sabe o que é que está preparado para si, facilmente o diabo derruba-o porque facilmente a pessoa fica sem acção, fica sem horizontes, fica sem alvos na vida.

Parece que as promessas que Deus fez à pessoa se desvanece e se você não esta seguro nelas, a ofensa acaba por dominar e controlar a sua vida e acabar com a sua vida.

Muitos dos sem-abrigo que se vêem ai pelas ruas são pessoas ofendidas, perderam o seu ideal não vida e abandonaram-se àquela condição. Então, o que fazer antes da ofensa?

Saiba o que você é em Cristo, saiba o que é que Jesus Cristo fez por si no calvário. Daí aquela minha introdução.

Diga: Eu sou importante para Deus e Jesus pagou um preço muito alto por mim e eu sei quem sou em Cristo, sou um filho de Deus, sou herdeiro de Deus. Maior é aquele que está em mim do que aquele que está no mundo.

Quando nós sabemos quem somos, não nos vamos sentir diminuídos quando alguém nos quiser ofender. Sabe, quando uma pessoa quer ofender a outra procura diminuir a outra pessoa, procura diminuir a auto-estima da outra pessoa.

Mas se você sabe quem você é, o outro até pode dizer: "Não prestas para nada!" - você vai dizer: "O que?!" - "Não prestas para nada!" - "Onde é que isso está escrito? Mostre-me lá qual é esse versículo bíblico... Mas isso foi Deus que te mandou dizer ou estas a dizer na tua autoria?" - "Foi Deus que mandou dizer, estás com os pés no inferno!" - "Ai é? Então mostre lá onde é que isso está escrito!"

Há pessoas que querem fazer o papel de Deus com um único objectivo: ofende-lo! São capazes ate de forjar uma palavra do Senhor para ofende-lo: "Vais para o inferno seu pecador!" Tudo porque você disse uma coisa que você não gostou de ouvir, ou disse uma verdade que não gostou de ouvir.

Mas se você sabe quem é em Cristo, vai ficar firme. As suas emoções podem ficar abaladas, temos uma alma, mas o seu espírito vai estar seguro.

Agora, vamos supor que a ofensa já chegou, o que é que eu faço durante a ofensa? Três coisas (olhe que eu tenho feito estas três coisas e têm funcionado).

(Romanos 12:19) - "Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor."

(Romanos 12:20) - "Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça."

(Romanos 12:21) - "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem."

Se o bem vence o mal, qual é o mais forte? É o bem! Então, você só será vencido pelo mal se você deixar e aqui diz: "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem." Quer dizer que o poder para vencer está em si. E não se vingue a si mesmo.

O que fazer durante a ofensa? Não se vingue a si mesmo. Falaram mal de si? - "Sim falaram mal de mim!" - E é verdade? - "Não, é tudo mentira!" - Então não fale mal deles. - "Ai, mas dá-me cá uma vontade que eu também sei duas..." - Cale-se! A ofensa quer-lhe tirar o controlo da língua.

Então, o que fazer durante a ofensa? Fique calado. Não se vingue, não faça justiça por mãos próprias. Disseram mal de si, não vá dizer mal dele. Então o que é que eu faço? Dê-lhe de comer. Frite uma travessa de rissóis, vá lá e diga: "Oh vizinha, oh sogra... fiz aqueles rissóis que você gosta!" e ela vai corar de vergonha porque sabe o mal que andou a falar de si.

E depois? Depois se tiver sede, dê-lhe de beber. Não se deixe vencer do mal, vença o mal com o bem.

(Amós 5:13) - "Portanto (pelo tanto que está envolvido), o que for prudente guardará silêncio naquele tempo, porque o tempo será mau."

Segundo, no tempo mau o que é que você faz? Cale-se!

Cale-se, não diga nada! - "Ai, mas eu tinha vontade de dizer duas..." - Não diga nada. Porque se você abre a boca vai estragar tudo, se abre a boca sai fogo. No tempo mau, quando a ofensa já chegou, o que é que eu faço? Fico calado!

E depois?

(Filipenses 4:6) - "Não estejais inquietos por coisa alguma;" antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com acção de graças."

Não fique preocupado com coisa alguma, nem pelo que falam de si, nem pelo que estão a tramar contra si "Não estejais inquietos por coisa alguma;"

Diga a Deus, ponha o assunto nas mãos de Deus. Lembra-se de Rom. 12? "Dai lugar à ira porque está escrito minha é a vingança eu recompensarei, diz o Senhor!" Deixe o assunto com Deus.

Irmão, eu digo-lhe uma coisa, quando você faz isto, é dose! Meu Deus, Deus entra mesmo no assunto. Se você vai querer defender a si próprio e fazer justiça com as suas próprias mãos para repor a verdade, primeiro, não vai conseguir. Segundo, só vai entrar em guerras e discussões e onde há guerras e discussões há toda a obra maligna.

Mas se você fica calado e entrega o assunto a Deus, Deus entra a seu favor e Deus vai reverter e situação. E se o ofenderam, se o difamaram e o deixaram lá em baixo, Deus vai reverter a situação e vai pô-lo em cima. Se a ofensa colocou você, ao olhos dos outros, num buraco com leões, os leões não lhe vão fazer dano, Deus vai-lhe tirar do buraco dos leões e quem o pôs lá vai para lá!

Você está a prestar atenção?

(Filipenses 4:7) - "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus."

Quando você entrega o assunto nas mãos de Deus, a paz de Deus vai tomar conta dos seus pensamentos, a paz de Deus vai controlar os seus pensamentos e as suas emoções. Você está como se não fosse nada consigo. Claro que você tem consciência do que fizeram e do que disseram mas o seu espírito, dentro você está em paz.

(Filipenses 4:8) - "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."

Ou seja, seja isso que ocupe o seu pensamento: o que verdadeiro, o que é justo, o que é puro, o que é honesto, o que é amável o que é bom... pode ate ser verdadeiro mas não é bom, então não pense nisso.

Fazendo isto, o diabo não vai ter ponta por onde agarrar. Ele tentou prende-lo mas não conseguiu porque você praticou a palavra, construiu a sua vida sobre a rocha. A tempestade veio, você pode até ter abanado mas não caiu porque está firme na rocha.

E você vai andar de vitoria em vitória e os seus inimigos, as pessoas que falam mal de si, vão ver você a prosperar e a passa-los à frente como sucedeu com Isaque. Os filisteus estavam ofendidos com Isaque, porque? Porque Isaque prosperava e eles não, as colheitas de Isaque prosperavam e a deles não.

Então, quando Isaque cavava em poço e os filisteus iam lá de noite e atolavam o poço de terra. Os filisteus abriam poços e eram secos, Isaque abria um poço ao lado e estavam com água. E por isso eles tinham inveja (que é um fruto da ofensa) e atolavam-lhe o poço, e ele abria outro e tinha sempre água. Gloria a Deus!

Eu quero lhe dizer a si, toda a gente pode voltar-se contra si, pode virar-lhe as costas por você vir à igreja, por você ser de Jesus Cristo mas o seu poço vai ter sempre água e o deles vai começar a secar, a secar, a secar e quanto mais ofendidos eles ficarem consigo, mais vai secar o poço deles.

Mas você nunca se deixe amarrar pelo diabo. Olhe, o diabo queria que Job ficasse ofendido com Deus, o objectivo de satanás era destruir a vida de Job mas Job recusou-se a ficar ofendido com Deus e qual foi o fim? Ele passo pela tribulação mas não ficou na tribulação. O Fim foi que ele ficou com o dobro daquilo que ele tinha antes. Gloria a Deus!

Diga: Eu vou ficar melhor do que aquilo que eu estava antes. Glória a Deus! Aleluia!

 

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(Para Pastores e Lideres)

 

Deus só confirma a Sua Palavra, não dogmas denominacionais nem tradições religiosas. Logo põe-se aqui a questão: Que devemos pregar e anunciar desde os nossos púlpitos? A PALAVRA DE DEUS, em todo o tempo, face a qualquer circunstância, sempre a Palavra de Deus. Queres ter salvações? Prega a Palavra. Milagres? Prega a Palavra. Crescimento? Prega a Palavra (Jr.1.12) “Então me disse o Senhor: ...eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.” - “velo” estar atento, de sentinela.

 

(Mc.16.20) “Eles, pois, saindo, pregaram por toda parte, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que os acompanhavam.” - (Rm.10.13-17) “Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como pois invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram falar? e como ouvirão, se não há quem pregue?”

 

Prega e prega e prega, ensina, ensina e ensina a Palavra de Deus, o Evangelho, as boas noticias. Foi isto que Jesus mandou pregar, foi isto que os apóstolos pregaram, foi isto que Filipe pregou em Samaria e as multidões atendiam pelo que ouviam e pelos sinais que se operavam, como confirmação do Evangelho.

 

Não podes usar o púlpito para “bater” nas pessoas, ou entretê-las com doces palavras. Elas foram ter contigo para ouvir a Palavra de Deus e ter um “toque “ de Jesus. Não critiques outros ministros de Deus, nem outros ministérios, o povo não foi á igreja para ouvir isso, dá-lhes a Palavra de Deus para que creiam e cresçam espiritualmente, (Col.1.10) “...frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus” O conhecimento vem pela exposição da Palavra de Deus, é a forma da pessoa saber quem Deus é e aumentar a sua fé Nele. (Fp.3.8) “...tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus...” Esta era a busca de Paulo, que levava ele a cada dia deixar tudo para traz, considerar as demais coisas como inúteis diante do conhecimento de Cristo. O que nos mostra claramente qual era a prioridade no ministério e vida do apóstolo Paulo. (Col.3.10) “...e vos vestistes do novo, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou...” Esta é a inclinação do espirito humano nascido de novo, crescer no conhecimento de Cristo, (ITm.2.4) “...que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” Esta é a vontade de Deus, não só a salvação, mas o conhecimento pleno da verdade, que é a Palavra de Deus.(Flm.1.6) “...fé se torne eficaz, no pleno conhecimento de todo o bem...” A nossa fé torna-se eficaz, pelo conhecimento, a fé nunca ultrapassa o conhecimento que temos acerca de Deus, na verdade ela nasce, por este conhecimento. (IIPe.1.2) “Graça e paz vos sejam multiplicadas no pleno conhecimento de Deus e de Jesus nosso Senhor” Caso para dizer, se queres mais paz e mais graça, trata de crescer no conhecimento de Jesus. (IIPe.1.3) “nos tem dado tudo ..., pelo pleno conhecimento daquele que nos chamou...” Pelo conhecimento de Deus, tornamo-nos participantes de tudo aquilo que Jesus comprou para nós na expiação,(IIPe.1.8) “se em vós houver e abundarem estas coisas, elas não vos deixarão ociosos nem infrutíferos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.” Pedro estava a falar em algumas virtudes, como a fé, a paciência, o amor, virtudes essas que têm como objectivo levar-nos a um conhecimento mais profundo de Deus e de Jesus nosso Senhor. Assim que , cresce no conhecimento, estuda, medita, procura e vais encontrar. Mas sempre com este intuito: por em prática o teu conhecimento e ensinar a outros aquilo que sabes acerca de Deus, pois está escrito: (IITm.2.2) “e o que de mim ouviste ... transmite-o a homens fiéis, que sejam idóneos para também ensinarem os outros.”

 

Usa o púlpito para abençoar, e prega o Evangelho que no seu significado mais fiel quer dizer: Boas notícias”. E é o Evangelho que as pessoas precisam. Não uses o púlpito para apelar a que se conformem á sua desgraça. As pessoas não se deslocaram á tua igreja para ouvir, os teus complexos, as tuas frustrações, nem os teus problemas pessoais, nem o que tu pensas dos políticos, nem acerca do teu descontentamento a respeito do pastor da igreja de baixo. Eles vieram e trouxeram os seus amigos para ouvirem o Evangelho, para receberem um “toque e Jesus” e para que tu os animes nas suas tribulações, a igreja é o lugar onde eles podem encontrar ânimo e encorajamento, porque na igreja prega-se o Evangelho – as boas noticias. (IICor.1.2,3) “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus”. Esta é a nossa responsabilidade, e ainda: (Lc.4.18) “O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos” Igualmente nós fomos ungidos para anunciar boas noticias aos pobres. O que são as boas novas aos pobres? “ pobre não precisas viver mais na pobreza, chegou o fim do teu cativeiro, Jesus na cruz consumou uma redenção completa, Ele se fez pobre para que tu enriqueças...”, O que são as boas novas aos doentes? “ ...não precisas sofrer doença, Jesus na cruz realizou uma expiação perfeita e pelas suas feridas fomos sarados, para que se cumpra o que está escrito podes receber a tua cura...”.

 

Um outro tema interessante é não querer repetir as mensagens. Certo pastor dizia:”... Em dez anos de ministério pastoral, nunca repeti uma única mensagem, tenho sempre alimento fresco...” bem, o que determina “alimento fresco” não é o facto de uma mensagem ser nova, mas a condição do coração do portador dessa mensagem. Que pena não repetir as mensagens, ele pregava a palavra de Deus, eu mesmo o ouvi muitas vezes e a palavra é tão viva no primeiro dia como na repetição, porque é a Palavra de Deus, sempre viva, como o seu autor, sempre eficaz e proveitosa para os que a ouvem e vivem de acordo com ela.

 

Ontem comi pão, hoje volto a comer pão, não vou dizer: “ não como mais pão porque já comi ontem...”. (2Pe.1.12,13) “Pelo que estarei sempre pronto para vos lembrar estas coisas, ainda que as saibais, e estejais confirmados na verdade...”. E ainda:(Fp.3.1) “...Não me é penoso a mim escrever-vos as mesmas coisas, e a vós vos dá segurança.” E ainda: ( IICor.1.13) “Pois outra coisa não vos escrevemos, senão as que ledes, ou mesmo reconheceis...”. Nem Pedro, nem Paulo tinham problemas em voltar a ensinar, repetidamente as mesmas verdades do Evangelho.

 

Qual é a mensagem melhor? Aquela que o povo está a precisar de ouvir. Pelo aconselhamento pastoral, pelas conversas das pessoas na igreja, pelas perguntas que fazem, sabemos qual a mensagem que melhor encaixa na necessidade do momento.

 

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