Os frutos do espírito são a manifestação do carácter de Deus através da vida do crente.

Ezequiel 36:26, 27
«E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis»

Nesta passagem, Deus prometeu um tempo de mudança. Até aquela altura, ninguém era nascido de novo, ou seja, ninguém tinha a natureza de Deus dentro de si. Por isso, precisavam de oferecer sacrifícios, continuamente, pelos seus pecados e transgressões. Todos os anos sacrificavam um cordeiro, e o sangue cobria os seus pecados. Ainda assim, inclinavam-se constantemente para o mal. Por isso existia uma Lei com uma série de regras a serem cumpridas. Se alguém transgredisse uma regra, era culpado de transgredir a Lei.

Dentro de seus espíritos existia ainda a velha natureza do Adão, caído da glória de Deus. Mas Deus prometeu que não seria sempre assim, pois viria o tempo em que Ele iria tirar o coração de pedra, a natureza errada, e colocar o Seu Espírito para que andassem nos Seus estatutos.

Para andarmos na palavra de Deus precisamos ter a natureza de Deus dentro de nós. Gloria a Deus por já sermos nascidos de Deus! No dia que entregámos a nossa vida a Jesus, Ele retirou a velha natureza de dentro de nós e colocou a natureza de Deus. Agora, o fruto que manifestamos é diferente daquele que manifestávamos, pois temos uma nova natureza.

Poderá questionar-se se o homem peca porque é pecador, ou é pecador porque peca. Ou ainda, se a laranjeira dá laranjas porque é laranjeira, ou é laranjeira pelo facto de dar laranjas. A verdade é que esta árvore dá laranjas porque é laranjeira, tal como o homem peca porque é pecador.

O fruto é a manifestação visível da natureza da árvore, a qual não pode ser alterada. A religião pode mudar a aparência e os hábitos, mas não muda a natureza. Por esta razão, Jesus diz que é necessário nascer de novo.

Não estamos aqui a falar dos frutos do Espírito Santo. Na verdade, quem produz o fruto somos nós. No evangelho de João, Jesus diz: “Eu sou a videira verdadeira, meu Pai é o lavrador e vós sois as varas” (João 15:1). O fruto da videira não nasce no tronco, mas nas varas. Por isso, somos nós que manifestamos o fruto. A videira dá uvas porque é a natureza que está dentro dela, em que a seiva do tronco passa para as varas e o fruto manifesta-se. Nós manifestamos os frutos do Espírito por causa da natureza de Deus que está dentro de nós. Os frutos de um espírito nascido de novo.

O fruto é o resultado de um processo. Assim, os frutos do espírito, manifestos na nossa vida, são o resultado de um processo, de um trabalho e de uma obra do Espírito Santo na nossa vida. Você não manifesta os frutos do espírito instantaneamente, mas à medida que vai ouvindo a palavra de Deus e crescendo, deixando de ser menino. Só assim os frutos do espírito começam a manifestar-se na sua vida. Tanto as pessoas à sua volta, como você próprio, notam que está diferente. O diabo também nota que está diferente, e Deus nota que está diferente! Gloria a Deus!

Gálatas 5:22
«Mas o fruto do espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo já crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também em Espírito»

Esta é a lista dos frutos do espírito que, na verdade, são nove manifestações de um fruto do espírito, que é o amor. Deus é amor, a natureza de Deus é amor, e a Bíblia diz que quem está em amor está em Deus, e Deus está nele. Por isso, fruto do espírito está no singular: é o amor.

Quando o amor de Deus está em nós, temos gozo e paz no meio das tribulações porque conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem. É por causa do amor que somos longânimes, dificilmente nos irritamos, somos benignos e temos boas intenções visando sempre o bem dos outros. Somos bondosos, fiéis, mansos, equilibrados, com domínio próprio e contidos, por causa do amor.

1 Coríntios 15:49
«E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial»

Gálatas 5:19
«Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas»

A imagem que carregávamos antes de ter entregue a vida Jesus, era a do Adão terreno, caído da glória de Deus. Mas em 2 Coríntios 5:17 diz: «Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é». No exacto momento em que entrega a sua vida a Jesus, Deus tira a velha a natureza e coloca, dentro de si, a Sua natureza e uma nova criatura. Agora, o fruto que nasce é outro.

Os frutos do espírito são o carácter de Deus manifestando-se através do cristão. A unção de Deus e os dons do Senhor Espírito Santo não salvam, mas o seu carácter salva. Um exemplo é o de José do Egipto que foi vendido como escravo. A mulher do seu patrão tentava-o continuamente, e apesar de José se manter fiel, ainda assim, foi difamado e preso. Mas veja o que Deus lhe deu no final! Um outro exemplo é o de Sansão, um homem ungido e nazireu de Deus, como uma missão específica. Mas andava com muitas mulheres e veja o fim que Deus lhe deu. Assim vemos que a unção de Deus não salva, mas sim o Seu carácter.

Nada disto é instantâneo, mas quando você aproxima-se e identifica-se com Jesus Cristo, fica cada vez mais parecido com Ele. A unção é a presença do Espírito Santo que faz com que a Palavra aconteça, e os dons do Espírito Santo são as ferramentas para realizar a obra, para a qual cada um de nós é chamado. Mas isto não é sinal de salvação, porque Jesus disse que muitos farão operar os dons, fazendo coisas extraordinárias, mas Ele dirá: «nunca vos conheci» (Mateus 7:23).

Quando expressamos os frutos do espírito manifestamos o carácter de Jesus. Ao olharem para si, as pessoas vêem Jesus através do seu amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, fidelidade, mansidão e temperança. Crescimento espiritual não se manifesta através dos dons do Espírito Santo. As pessoas são simplesmente o “canal”, e os dons são dados para aquilo que for útil. Por isso, o crescimento espiritual vê-se na manifestação dos frutos do espírito, e no quanto cada um tem de Jesus.

Orar em línguas, pôr as mãos sobre os doentes que são curados, não significa que é um grande homem ou mulher de Deus. Descubra como essa pessoa é em sua casa, com a sua família, e poderá ter uma surpresa.

É nossa tarefa manifestar os frutos do espírito, e o Espírito Santo irá ajudar a desenvolvê-los ao nos colocar em situações opostas. A Bíblia diz que a tribulação produz paciência e preserverança, e por isso Deus sempre nos coloca em situações opostas para nos fortalecer.

Um exemplo é uma experiência feita por cientistas. Foram colocados 100 ovos numa incubadora em que, numa metade, os cientistas ajudaram os pintos a romper a casca. Na outra metade, deixaram-nos sair pelos seus próprios meios. Constataram que os 50 pintos que foram ajudados, no momento de romper o ovo, não conseguiram sobreviver pois não mantinham a cabeça de pé. Os restantes ficaram saudáveis. Repetiram a mesma experiência com casulos de borboleta, e o resultado foi o mesmo. As 50 borboletas ajudadas a sair do casulo não tinham força nas asas para voar. Concluíram, assim, que é o conflito que gera a força.

É o conflito que gera força para viver esta nova vida. Este princípio surgiu do coração de Deus, pois foram estas leis espirituais que Deus criou. Se Deus achar que você precisa de paciência, Ele vai permitir que ande no meio da tribulação. Mas não o vai deixar sozinho, pois Ele disse ‘«não te deixarei nem te desampararei» (Hebreus 13:5). Deus vai deixá-lo aprender e ganhar a perseverança que necessita na nova vida que tem para si.

Somos fortalecidos no amor quando colocados em posições opostas, em que temos que lidar com pessoas mal-educadas, rudes ou ingratas. Quando estiver no meio de pessoas assim, diga para si próprio: “Deus gosta de mim e teve o cuidado de trazer esta pessoa para que eu cresça em amor. Porque Ele tem cuidado de mim e quer que eu entre numa nova vida que Ele tem para mim.”

Um dia a águia-mãe chegou ao ninho com um olhar diferente. O filhote ficou assustado porque não trazia comida desta vez. Começou a destruir o ninho, e o filhote pensava que a mãe enlouqueceu. Depois do ninho destruído, a águia olhou para o filhote e atirou-o da montanha, voando atrás dele. Gritou para o filho: Abre as asas! Mas, antes do filhote se esmagar no chão, apanhou e levou-o para o cimo da montanha novamente. O filhote respirou de alívio, mas a águia-mãe empurrou-o novamente e gritou: Abre as asas! Esta mãe não queria matar o seu filho, mas este é o processo de aprender a voar e a caçar sozinho. Você não depende da fé dos outros, porque mais tarde ou mais cedo vai ter de aprender a andar sozinho. E finalmente, neste processo, o filhote abriu as asas e aprendeu que, afinal, podia voar. É no meio do conflito que você aprende quem é, e o que Deus lhe deu.

Quando estamos no meio da aflição lembramo-nos de orar mais, mas quando tudo está bem na nossa vida esquecemo-nos. Por isso, Deus usa os conflitos para nos ensinar e ajudar a crescer.

O propósito desta lição não é expor uma lista de frutos, características ou virtudes individuais. É ajudar a entender o que a palavra de Deus diz a respeito da nossa parte na manifestação dos frutos do espírito.

O propósito dos frutos do espírito é que o carácter de Deus seja manifestado através de nós, mostrando ao mundo que somos diferentes. Enquanto antigamente se vingava, agora, porque tem uma nova natureza, não se vinga mais. Enquanto antigamente falava mal e insultava, agora fala bem e abençoa os outros. As pessoas questionam onde foi arranjar forças para fazer isso, e você responde: “Como poderia deixar de fazer isto, se há uma nova natureza dentro de mim?!”

Tudo o que fazemos deve estar em linha com a nova criatura que está em nós, assim como tudo o que Deus faz é resultado daquilo que Ele é.

Deus criou todas as coisas porque Ele é o Elohim, “Deus criador”
Deus trouxe salvação porque é o Javé, “A Salvação”
Deus trouxe saúde e cura divina porque é o Javé-Robeca, “O Senhor que sara”
Deus trouxe prosperidade porque é o Javé-Jiré, “O Senhor que provê”.
De igual modo, tudo o que fazemos deve manifestar o carácter de Deus na nossa vida. Em Mateus 9 diz que Jesus, vendo as multidões, foi movido de íntima compaixão. O que nos move a nós? Você vem à Igreja porquê? Para ser animado, receber uma bênção, afastar o mau-olhado, ou porque conhece as pessoas que lá vão? Ou para conhecer mais e melhor a Deus, ser mais parecido com Jesus, e servi-Lo dando o seu melhor?

Os frutos do espírito levam-nos a ter os motivos certos. Eu sigo a Jesus porque O amo, mas Ele amou-me primeiro quando eu não queria saber Dele e era um pecador. Ainda assim, Ele teve misericórdia de mim e perdoou todos os meus pecados, e por isso O sirvo e Lhe dou a minha vida.

A manifestação dos frutos do espírito é da nossa responsabilidade. O Espírito Santo é nosso ajudador que nos guia e dirige, por isso nunca pense que o que Ele faz na sua vida é para seu mal. É como a águia que atira o filhote da montanha, não para o matar, mas para que aprenda que pode voar. Deus quer que você aprenda que pode receber a cura divida pela sua própria fé. Ele não o quer preocupar ou magoar, mas quer ajudá-lo no processo de crescimento.

Quando vivi em África fui acusado de ter feito certas coisas das quais estava inocente. Ainda assim, a situação chegou ao Governo e o Secretário de Estado da Justiça enviou uma intimidação para eu me apresentar num determinado dia. Confesso que o medo bateu à minha porta e eu deixei entrar, pensando desistir e abandonar o país com a minha família. Eu estava neste dilema porque Deus não me dizia para eu ir embora, e estava cada vez mais “apertado” e pensava desistir, sem saber como. Até que tive um sonho e ouvi uma voz que dizia: “Desiste de desistir, dúvida das dúvidas. Porque o Senhor não deixará de cumprir a Sua palavra, e aquilo que tu pregas aos outros também funciona para ti”.

Comecei, então, a praticar e a confessar a palavra de Deus. Resumindo a longa história, ficámos melhor do que estávamos antes. O assunto foi arquivado e ganhámos o respeito dos governantes. O Vice-Ministro colocou a sua casa de praia à minha disposição para passar o dia de descanso com a família. O Presidente da República e a sua esposa receberam-nos, os Generais começaram a converter-se. Quando ia visitar uma igreja no sul de Luanda, ficava em casa do Comandante-Geral da região militar. Dormia no quarto dele enquanto ele dormia no Quartel nessa noite.

O Senhor não deixará de cumprir a Sua palavra. Deus não o vai desamparar, mas Ele está mais interessado em moldar o seu carácter e torná-lo parecido com Jesus, do que no seu conforto e comodismo. O conforto e comodismo vai ficar cá, mas a nossa alma vai acompanhar-nos para a eternidade. A imagem de Jesus em nós vai acompanhar-nos para a eternidade.

Ezequiel 36:26, 27
«E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis»

Deus prometeu uma mudança, num tempo em que as pessoas não eram nascidas de novo. A velha natureza de Adão dominava as suas vidas. Por esta razão, existia a Lei dos sacrifícios em que, uma vez por ano, apresentavam um cordeiro, por causa dos seus pecados. O sangue dos cordeiros apenas cobria o pecado, mas Deus enviou Jesus, o Cordeiro de Deus, que retirou o pecado do mundo. Em 1 João 1:7 diz que o sangue de Jesus nos lava de todo o pecado. Isto significa que a velha natureza não está mais em nós, pois foi substituída pela nova natureza de Deus.

O homem está condenado não por aquilo que faz, mas pela natureza que carrega. O que o homem faz é apenas a manifestação visível da natureza que transporta dentro de si. Tal como a laranjeira é a manifestação visível da natureza da árvore, também o pecado é a manifestação visível da natureza que está dentro do Homem.

O Homem não pode manifestar um fruto diferente da sua natureza interior. Jesus deu-nos a natureza de Deus e, por isso, agora manifestamos um fruto diferente. Jesus disse: «Não me escolhestes vos a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça» (João 15:16).

Podemos arrancar as laranjas de uma laranjeira e pendurar maçãs em seu lugar. Mas, na época do fruto, vão nascer laranjas novamente. A laranjeira não pode dar um fruto que não corresponda à sua natureza. Do mesmo modo, a religião pode mudar os costumes e aparências, mas, na hora da verdade, a natureza do pecado permanece. A natureza de Deus, que corresponde ao carácter de Deus manifestado através do crente, vem descrita em Gálatas 5.

Quando Jesus disse que nos nomeou para dar fruto, não falava em termos muitas igrejas ou carros luxuosos. Estas coisas são boas, mas o fruto que Jesus espera que manifestemos, é o carácter de Deus em nossas vidas. É a natureza de Deus, que está dentro de nós, e se manifesta no nosso exterior como o fruto.

Tal como diz em Ezequiel 36:26, só podemos andar na palavra porque temos dentro de nós o espírito de Deus. Anteriormente, quando éramos religiosos e ainda não tínhamos nascido de novo, fazíamos o mesmo que os outros. Num dia, batíamos no peito em como amávamos a Jesus, e no dia seguinte, roubávamos ou fazíamos mal a alguém. Por isso, Deus disse que teria de colocar o Seu espírito dentro de nós, para que, então, pudéssemos andar nos Seus caminhos e guardar a Sua Palavra. No dia em que demos a vida a Jesus Cristo, O aceitámos como Senhor e Salvador – não pelas boas obras ou méritos, mas pela Sua boa obra na cruz do Calvário a nosso favor –, nascemos de novo e o espírito de Deus veio habitar dentro de nós.

Em 1 Coríntios 2:12 diz que não recebemos o espírito do mundo, mas o espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer as coisas que Deus já nos deu, gratuitamente. Atrevo-me a acrescentar: para que pudéssemos andar nas coisas que Deus já nos deu, gratuitamente.

Os frutos do espírito não são os frutos do Espírito Santo. Na verdade, são os frutos do espírito humano nascido de novo, que revelam como a pessoa está ligada a Cristo.

Em João 15:1 Jesus fala da parábola da videira e diz: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto”. Quem dá fruto não é o tronco da videira mas as varas, que recebem a seiva, ou a natureza da árvore, vinda do tronco. É possível estar em Jesus, ligado ao tronco, mas não dar fruto. Por isso Jesus diz que não se pode estar muito tempo ligado a Ele sem produzir fruto, pois chega a hora em que Deus corta essa vara.

Jesus não estava a falar de quantas pessoas ganhamos para Ele, curas e milagres que produzimos, ou casas e carros que possuímos. Jesus estava a falar da manifestação visível do carácter de Deus em nossas vidas. Estes são os sinais de que Jesus está connosco, e que estamos ligados a Ele. Os frutos do espírito estão descritos em Gálatas 5, e para um estilo de vida assim, não existem restrições.

Gálatas 5:22
«Mas o fruto do espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. »

2 Pedro 1: 8
«Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo»

A palavra “conhecimento”, nesta passagem, também pode ser traduzida por dar a conhecer. Muitas vezes, as pessoas usam as expressões “Aleluia, Glória a Deus, Ámen”. Realmente, parecem ser coisas boas e saudáveis de dizer, mas Jesus afirma que pelos seus frutos os conhecereis (Mateus 7:16). Um cristão que diga muitos “Aleluias”, mas não manifeste o carácter de Cristo, é falso. Isto aplica-se a um irmão e até ao maior dos Apóstolos.

QUAIS SÃO OS FRUTOS DO ESPIRITO

Os frutos do espírito são nove, e podem ser divididos em três grupos:

Os frutos ligados ao nosso relacionamento com Deus.
Os frutos ligados ao nosso relacionamento com os outros.
Os frutos ligados ao nosso relacionamento connosco próprio.
O AMOR

O fruto do espírito é o amor. Na verdade, encontramos nove manifestações de um único fruto do espírito – o amor. O amor é a natureza de Deus que se expressa de nove formas diferentes. Deus é amor, e quem está em amor está em Deus, e Deus nele (1 João 4:16). Um cristão que procure vingança, não nasceu de novo. Ou, então, precisa aprender estas verdades para crucificar a sua carne, e deixar Jesus brilhar dentro de si.

Por exemplo, quando acorda você apresenta-se de pijama. Quando se lava, apresenta-se despido, mas quando sai para o trabalho apresenta-se bem vestido. É sempre a mesma pessoa, apresentada de maneira diferente. Da mesma forma, encontramos o amor – a natureza de Deus – apresentado de nove formas diferentes.

Amor é a palavra grega Agaphe que significa o cuidado e desejo do melhor para a outra pessoa, ainda que nos custe algo a nós, sem exigir ganho pessoal. É o amor que não cobra mas dá, mesmo que o outro não tenha como retribuir.

O GOZO

Gozo é a palavra grega chara que significa a manifestação de alegria baseada no amor, ou no conhecimento do amor, que Deus nos tem. Significa graça, bênçãos e promessas.

Gozo é a manifestação da proximidade de Deus. Ou seja, este gozo não está baseado nas circunstâncias à nossa volta, não é a alegria que o mundo dá. No mundo, as pessoas ficam alegres quando tudo corre bem, mas se algo corre mal perdem a alegria. Gozo é a manifestação da natureza de Deus em nós que permanece, mesmo quando as circunstâncias não são a nosso favor. Este tipo de gozo é descrito na Bíblia como: «A alegria do Senhor é a nossa força» (Neemias 8:10).

O gozo está baseado no conhecimento do amor que Deus tem por nós. 1 João 4:16 diz: «nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem». Deus ama-o tal como você é. Não existe nada que possa fazer para Deus deixar de amá-lo. Por isso, quando alguém disser “Deus não te ama, Deus te rejeitou”, chame-lhe mentiroso, hipócrita, fariseu e falso. Essa é a táctica do diabo, convencer as pessoas que Deus não as ama, para que não se sintam atraídas a Ele.

A PAZ

Paz é a palavra grega eirene que significa tranquilidade de coração e alma, baseada no conhecimento e bem-estar da comunhão entre o Homem e Deus. Este fruto também não depende das circunstâncias. Paz não é ausência de conflito, tal como a paz do mundo. Jesus diz: «a minha paz lhos dou, e não a dou como o mundo vos dá» (João 14:27). O mundo dá paz na ausência do conflito, mas Jesus dá-nos paz ainda que no meio do conflito.

A LONGANIMIDADE

Longanimidade é a palavra grega makrothumia que significa perseverança, lento a irar-se e a reagir. Uma pessoa longânime não reage. As suas acções não devem ser reacções, provocadas por terceiros. Aquilo que você faz, não deve ser uma reacção ao que fizeram a si.

Agora que temos a natureza de Deus dentro de nós, não reagimos por vingança, mas esperamos e contemos as nossas emoções. Oramos e agimos em conformidade com aquilo que Deus colocar em nosso coração. Por isso, Deus sempre nos conduz em triunfo, porque já não andamos nem vivemos como o mundo. Não recebemos o espírito do mundo, mas recebemos o espírito de Deus.

A BENIGNIDADE

Benignidade é a palavra grega agatosune que significa zelo pela verdade e justiça. É a repulsa pelo mal expressa em acções, como ser misericordioso ou repreender e corrigir o mal.

A BONDADE

Bondade é a palavra grega chrestotes que significa não esperar para ferir alguém ou devolver a sua dor. A bondade não paga mal por mal. Se o cristão vive deste modo, não nasceu de novo ou voltou as costas a Jesus. Manteve a aparência, mas perdeu a essência.

A FIDELIDADE

Fidelidade é a palavra grega pistis que significa lealdade firme à pessoa a quem estamos ligados por promessa, aliança, compromisso, confiança e honestidade.

A MANSIDÃO

Mansidão é a palavra grega prautes que significa moderação, com força e coragem. Descreve alguém que, quando necessário, pode ficar irado em favor do bem, ou então humilde e submisso. Isto descreve como Jesus entrou no Templo, partindo tudo e expulsando os cambistas. A repulsa pelo mal é a manifestação dos frutos do espírito.

Também eu, um dia, levantei-me numa reunião da liderança da denominação onde servia anteriormente, e disse: “Vocês são hipócritas, cínicos e murmuradores”. Isto custou-me a expulsão, mas foi a manifestação do fruto do espírito – a repulsa pelo que está errado, dizendo a verdade quando é necessário.

A TEMPERANÇA

Temperança é a palavra grega encrateia que significa ter controlo e domínio, sendo senhor e mestre sobre os seus desejos e emoções

«E contra estas coisas não há lei».
Não existem restrições para uma vida assim descrita, seja dentro ou fora da Igreja.

O FRUTO DO AMOR

Amor é invadir a realidade humana. Ou seja, não é fechar os olhos à realidade da humanidade. Títulos eclesiásticos, ou o dinheiro que tem no bolso, não define um cristão. São os frutos do espírito que definem um cristão, pois mostram que Jesus está dentro dele. Por isso a Bíblia pergunta: como pode algum de vós dizer que o amor está nele, se vir o seu irmão necessitado e não lhe deitar a mão? Como pode o amor de Deus estar dentro de um coração assim?

Jesus disse que muitos vão chegar perto dele dizendo que fizeram milagres e maravilhas. Mas Jesus vai dizer que não os conheceu, nem se identifica com eles, pois praticaram a iniquidade. É nisto que devemos pôr a nossa diligência.

Amor é invadir a realidade humana e não fechar os olhos às necessidades dos outros. Amor é dar, e não trocar. Trocar é eu fazer bem a quem sei que tem condições para retribuir o bem que eu lhe fiz. Dar é eu fazer bem, mesmo a quem não têm condições para retribuir.

Amor é eu desejar ver o outro receber aquilo que precisa, ainda que isso custe algo a mim. Amor é dar atenção e valorizar os outros. Às vezes queremos que valorizem o que é nosso, mas esquecemo-nos de valorizar o que é dos outros.

Amar é não ter necessidade de pedir perdão; é viver com as outras pessoas sem ter a necessidade de lhes pedir perdão. Não estou a falar de não ter que pedir perdão devido ao orgulho, mas porque nunca fez nada que magoasse a outra pessoa. Sempre procurou o bem do outro, edificou, consolou e animou, não o tratando segundo as suas falhas, mas animando-o a seguir em frente e a desenvolver a suas virtudes. O amor é o resumo de tudo o resto que vemos descrito sobre os frutos do espírito.

O AMOR A DEUS

Mateus 22:36-40
«Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e profetas.»

Muitos pensam que o grande mandamento no Novo Testamento é andar em amor. «Novo mandamento vos dou, que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei a vós» (João 13:34).

Mas o grande mandamento contínua a ser o mesmo: “Amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, toda a tua força e toda a tua alma” (Deuteronómio 6:5). Só depois vem: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, porque eu só vou conseguir amar o próximo se amar a Deus primeiro.

Amar a Deus é colocar a nossa relação com Ele em primeiro lugar na nossa vida. É dar-lhe a devoção, a nossa vida e o nosso tempo. Todo o relacionamento baseado no amor procura aquilo que pode dar, e não o que pode receber. Todo o relacionamento baseado no ganho pessoal procura sempre aquilo que pode receber, e não o que pode dar, porque não está baseado no amor.

A palavra grega Agaphe significa o amor desinteressado de si mesmo. Isto significa que está mais interessado no bem-estar dos outros do que em si próprio. Por isso, podemos compreender quando Jesus disse que o Filho do Homem não veio para ser servido mas para servir e dar a sua vida em favor de muitos. E ainda, maior é aquele que serve do que aquele que é servido (Mateus 20:28 e 26). Tentar amar os outros, sem amar a Deus, é um exercício religioso e inútil.

AMOR AOS OUTROS

1 Coríntios 12, 13 e 14 descreve que o desejo correcto para estar nos ministérios, e operar nos dons do Espírito Santo, deve ser a edificação e valorização dos outros e não a auto-promoção.

Em 1 Coríntios 12:31 Paulo diz: «procurai com zelo os maiores dons; e eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente». E assim inicia o capítulo 13 que fala do amor. O caminho excelente é desejar operar nos dons por amor aos perdidos, doentes, oprimidos e todos os que estão escravos pelo diabo. Desejamos operar nos dons para libertar e ajudar essas pessoas. Quando o amor é o motivo de desejarmos operar nos dons do Espírito Santo, buscamos sempre a edificação dos outros e não a nossa própria fama.


Os frutos do espírito não são os frutos do Espírito Santo, mas os frutos do espírito humano, nascido de novo, que passa a revelar uma nova natureza. Antes de entregarmos a vida a Jesus, tínhamos a natureza de Adão caído da glória de Deus, que nos dominava. A partir do momento em que demos a vida a Jesus, uma nova natureza veio habitar dentro de nós – é a natureza de Deus. É o espírito que clama Aba Pai, e não mais o espírito de escravidão para estarmos com medo.

Antes de nascermos de novo, revelávamos um certo tipo de fruto. Era o pecado, a manifestação visível da natureza que estava dentro de nós. A laranjeira dá laranjas porque é laranjeira, é a sua natureza dar laranjas. Da mesma forma, o pecador peca porque é pecador As laranjas são, somente, a manifestação visível da natureza da árvore.

A religião muda os nossos costumes e aparência. É assim como arrancar as laranjas a uma laranjeira e passar a chamá-la de macieira. Mas quando chegar a época do fruto, irão nascer laranjas novamente. Podemos mudar o aspecto, mas a religião jamais poderá mudar a natureza.

No dia em que entregamos a nossa vida a Jesus, ele retirou de nós a velha natureza e colocou, em seu lugar, um espírito novo – o espírito de Deus, o espírito de adopção de filhos, a nova criatura em Cristo. As coisas velhas passaram e tudo se fez de novo (2 Coríntios 5:17). Hoje manifestamos um fruto diferente, porque temos uma natureza diferente. Cada um manifesta o fruto relativo à natureza que possui. Por isso é que, no mundo, pecar é normal. Mas para nós, cristãos, o fruto que revelamos é o fruto do espírito nascido de novo.

Isto não quer dizer que um cristão não peque, mas ele não vive no pecado. A Bíblia diz que se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e não há verdade em nós. Mas, se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e limpar de toda a injustiça (1 João 1:8 e 9). Também é claro que, se um cristão ceder a uma tentação, não pecou devido à sua natureza porque o que está dentro dele é a natureza certa. Simplesmente cedeu a uma pressão exterior. Esta é a diferença entre cometer um erro, ou viver no erro.

Ezequiel 36:26, 27
«E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis»

Nesta passagem, Deus prometeu dar um espírito novo. Logo, isto significa que iria retirar o velho. Mas para quê? Para que pudéssemos andar nos Seus estatutos, guardar a Sua palavra e andar à luz da palavra. No Velho Testamento existiam os sacrifícios dos cordeiros devido à velha natureza que estava dentro de nós, e o sangue dos cordeiros cobria o pecado. É como varrer o lixo para debaixo do tapete: deixa de se ver o lixo, mas ele continua lá. Do mesmo modo, a natureza do pecado continuava lá dentro, mas Jesus veio para remover todo o lixo. 1 João 1:7 diz que «o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado». Jesus é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo – não esconde, mas remove.

Crescimento espiritual não se revela através dos dons do Espírito Santo. Nem tão pouco com o tamanho da Igreja, a marca do carro, o tamanho da casa ou do salário. Crescimento espiritual vê-se pela manifestação dos frutos do espírito. Os frutos do espírito são o carácter de Deus, manifestando-se a Si mesmo através do cristão.

Gálatas 5:22
«Mas o fruto do espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei»

O fruto do espírito é o amor, porque o amor é a natureza de Deus. Deus é amor, e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.

A vontade de Deus é que todos cresçamos até à estatura varonil de Jesus Cristo, para não sermos enganados por todo o vento de doutrina e pela astúcia de homens que enganam fraudulentamente. Existem homens que, pregando a Bíblia, nada mais fazem que enganar fraudulentamente. Por isso, devemos crescer em tudo, para saber se aquilo que está a ser dito é de acordo com a palavra de Deus. Por isso eu digo para tomarem notas e verem em casa se o que eu digo está em linha com a palavra, ou não. Se estiver, receba a palavra de Deus. Se por acaso eu disser algo que não é bíblico, ponha de lado e ore por mim.

O fruto do espírito é o amor. Tudo o que você ouvir de um púlpito, em qualquer parte do mundo, procure analisar onde está o amor de Deus. Se não conseguir identificar o amor de Deus no que está a ser dito, ponha de lado porque Deus não está ali. É por isto que um púlpito não é lugar para amaldiçoar ou falar mal de ninguém. O púlpito serve para abençoar o povo com a palavra de Deus, pregar o evangelho e a palavra de Deus pura. Um dos segredos para distinguir o verdadeiro do falso, é o amor.

Os nove frutos do espírito são diferentes manifestações do amor de Deus. Por exemplo, a mesma pessoa apresenta-se de maneira diferente no seu dia-a-dia: vai vestida para a rua, mas vai nua para o duche. Da mesma maneira, cada um destes frutos pertence ao amor de Deus, apresentado de maneiras diferentes.

OS FRUTOS DO ESPIRITO

O Novo Testamento foi escrito em grego, que é uma língua muito rica. Vamos agora ver o significado de cada palavra, para ajudar a compreender cada fruto.

AMOR
Amor é a palavra grega agaphe. Significa o cuidado e desejo do melhor para a outra pessoa, ainda que nos custe algo a nós, sem exigir ganho pessoal. Amar com o amor de Deus é desejar o bem do outro, mesmo que fique prejudicado. Crescimento espiritual é desejar sempre o melhor para o outro, mesmo que lhe tenha feito mal. Foi isto que Jesus fez por nós, pagando o nosso prejuízo para o nosso bem. Ele pagou a condenação que era nossa para que tivéssemos acesso à salvação.

GOZO
Gozo é a palavra grega chara. Significa a manifestação de alegria baseada no amor ou no conhecimento do amor que Deus nos tem. 1 João 4:16 diz que «nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem». Este gozo não está dependente das circunstâncias à sua volta. Jesus diz que nos dá o gozo e a paz para que a nossa alegria seja completa (João 15:11). O ânimo e o gozo vêm quando conhecemos o amor que Deus me tem.

Por isso não quero saber das circunstâncias à minha volta, porque esta alegria que eu tenho não foi o mundo que deu. E se o mundo não a deu, o mundo não a pode tirar. O gozo que está dentro do meu espírito está baseado no amor que Deus tem por mim. Não está baseado no dinheiro e saúde, ou se as coisas estão a correr bem na minha vida. Está baseado na minha relação com Deus, e não há circunstância alguma que o possa tirar.

PAZ
Paz é a palavra grega Eirene que significatranquilidade de coração e alma, baseada no conhecimento e bem-estar da comunhão entre o Homem e Deus. Você pode estar no meio da guerra e ter paz. Eu já vivi no meio de uma guerra, e durante três dias estivemos debaixo de fogo, com mortos ao nosso lado. Mas eu, e todos os que estavam comigo, tínhamos paz em nosso coração. Porque Jesus disse; «a minha paz vos dou, e não vo-la dou como o mundo a dá» (João 14:27). O mundo dá paz na ausência do conflito, mas você pode estar no meio do conflito e ter a paz de Deus, que nada nem ninguém lhe podem tirar.

LONGANIMIDADE
Longanimidade é a palavra grega makrothumia que significa perseverança, lento a irar-se e reagir. As suas acções nunca deverão ser reacções provocadas por terceiros. Se quiser vencer na vida, não reaja a acções de terceiros contra si. Longanimidade é ser tardio para falar e tardio para se irar. O fruto do espírito é o contrário de ferver em pouca água, ou de se vingar. Será preciso muito antes que você se irrite ou faça alguma acção para reprimir uma pessoa ou circunstância.

BENIGNIDADE
Benignidade é a palavra grega agatosune que significa zelo pela verdade e justiça. É a repudia pelo mal expressa em acções como ser misericordioso ou repreender e corrigir o mal. Jesus entrou no Templo e partiu a mesa dos cambistas por causa do fruto do espírito, a benignidade (João 2:13-19). A casa de Deus estava a ser usada para o negócio, mas as autoridades judaicas não perceberam e até fizeram uma conferência entre si para matar Jesus. Mas estava a cumprir-se a escritura que diz «o zelo da tua casa me consumiu» (Salmo 69:9).

Existem muitos pastores e pregadores que não entendem isto. Eu uma vez tive de me levantar no meio de uma liderança e dizer: “Está mal, hipócritas, cínicos, murmuradores”. Isto era um fruto do espírito em manifestação, mas eles não perceberam. Os fariseus, que não gostaram do que Jesus fez, acusaram-no de coisas que ele não tinha feito. É esse o espírito dos fariseus, e foi que fizeram a mim também. Mas glória a Deus que Ele é o nosso Juiz!

BONDADE
Bondade é a palavra grega chrestotes que significa não esperar para ferir alguém ou devolver a sua dor. A bondade não devolve a dor que o outro lhe causou, nem paga com a mesma moeda. A bondade dá a outra face e faz bem àquele que lhe fez mal. Crescimento espiritual revela-se aqui, porque uma pessoa que actue desta forma mostra que tem o carácter de Deus. Não acontece num dia, mas busque porque vai lá chegar. Jesus disse aquele que busca, acha.

Em 1 Timóteo 6:11 Paulo disse a Timóteo: «segue a justiça, a fé, a paciência». Depois em 2 Timóteo 2:22 disse novamente «segue o amor, a justiça a fé e a paciência». Esta palavra “segue” é a mesma que Jesus utilizou em Mateus 7:7 para “buscai”: «pedi e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis.» A palavra “buscai” é a palavra grega dioco que quer dizer perseguir, seguir sem desistir, buscar diligentemente, com o desejo de obter, possuir, alcançar e conseguir. Por isso, siga em frente e persiga com o desejo de ser mais parecido com Jesus Cristo. Como você vai passar o teste e ser aprovado, vai então entrar num nível melhor e de mais intimidade com Deus. É um nível onde será mais parecido com Ele, e em que Ele lhe pode confiar mais coisas. Isto é crescimento espiritual.

FIDELIDADE
Fidelidade é a palavra grega pistis que significa lealdade firme à pessoa a que estamos ligados por promessa, aliança, compromisso, confiança e honestidade.

MANSIDÃO
Mansidão é a palavra grega prautes que significa moderação, com força e coragem. Descreve alguém que, quando necessário, pode ficar irado, ou então humilde e submisso

TEMPERANÇA
Temperança é a palavra grega encrateia que significa ter controle e domínio, sendo senhor sobre os seus desejos e paixões. Domínio próprio é controlar-se quando está a ferver por dentro. Mesmo que não consiga, não desista porque um dia vai lá chegar.

Num momento muito difícil da minha vida, o meu filho disse-me: “Pai, não violaram também 18 leis para condenar Jesus?” E pensei onde é que ele tinha ido buscar aquilo, mas logo me lembrei que ele tinha ouvido a minha pregação. Às vezes pensamos que os miúdos não prestam atenção, mas estão a ouvir tudo. E ele continuou: “Oh Pai, já te chicotearam? Já te puseram uma coroa de espinhos na cabeça? Já te crucificaram?” E eu respondi: “Não filho”. “Então Pai, a Ele fizeram isso tudo e ainda disse: Perdoa-lhes que não sabem o que fazem”. Deus falara pela boca do meu filho para me animar.

Os frutos do espírito são a descrição mais fiel de quem Jesus era. Quer saber como era Jesus? Está em Gálatas 5:22. Jesus era tão longânime, que nas suas reuniões tinha os fariseus na primeira fila a contradizer tudo aquilo que Ele dizia. Mas isso não O impediu de ter milagres.

Quando em Marcos 2 um paralítico é curado e descido do tecto, os fariseus estavam na primeira fila. Jesus diz ao paralítico: «Os teus pecados te são perdoados» (Marcos 2:5). E os fariseus começam logo a dizer entre si “Este homem é do diabo, ninguém pode perdoar os pecados sem ser Deus”. Esses fariseus não se contentavam a falar uns com os outros, e tentavam persuadir o povo de que Jesus era um falso profeta. Imagine o ambiente, mas Jesus nunca lhes chamou nomes nessas reuniões.

Às vezes “saltava-lhe a tampa”, como aconteceu no Templo. Mas foi uma manifestação do fruto do espírito, que é a bondade e o zelo pela verdade e justiça, e a repulsa pelo mal. “Hipócritas fariseu, raças de víboras, sepulcros caiados por fora, e por dentro cheio de podridão. Impondes um jugo pesado sobre o povo que vós próprios não carregais. Percorreis o céu e a terra para fazer um discípulo, e depois fazeis dele filho do inferno duas vezes mais do que vós”. Por isso é que os fariseus não gostavam de Jesus e diziam que Ele era o príncipe dos demónios. Jesus até disse “cuidado que todo o pecado contra o Pai e o Filho é perdoado, mas contra o Espírito Santo não é perdoado. E se eu expulso demónios pelo Espírito Santo, tende cuidado com o que dizeis…”

Os frutos do espírito fazem a separação entre o verdadeiro e o falso.

 

O AMOR AOS OUTROS

2 Coríntios 5:14
«Porque o amor de Cristo nos constrange»

A Bíblia diz que Deus é amor e quem está em amor está em Deus. Quem diz que ama a Deus e aborrece o seu irmão é mentiroso, pois como pode dizer que ama a Deus, a quem não vê, e odeia o irmão a quem vê? Quem diz que ama a Deus e faz mal aos outros é mentiroso. A Bíblia faz distinção entre o verdadeiro e o falso.

Não foi assim no início, na Igreja tradicional. Título de papa, bispos, cardeais, em que o que estes dizem é “a palavra de Deus” – isto é falso. Foi assim que enganaram o povo, e hoje, a esta Igreja, a Bíblia chama de prostituta que se prostituiu com os reis da terra e tem nas suas mãos o sangue dos santos. Matavam as pessoas que queriam ler a Bíblia, e chamavam-lhes lobos. Quando a Inquisição começou, o lema era: estamos a livrar as ovelhas dos lobos. Não são as ovelhas que matam os lobos, mas sim os lobos que perseguem e matam as ovelhas. Temos de crescer para não sermos enganados.

Quando estiver a ouvir uma pessoa, identifique onde está o amor de Deus no que está a ser dito. Mesmo que no Púlpito eu dissesse um facto verídico, mas que não fosse bom, amável, e justo, eu estaria errado. O púlpito não é lugar para contar as desgraças dos outros, desnudar ou falar mal de alguém. O púlpito serve para abençoar e falar a palavra de Deus. Mesmo que ache que alguém está errado, o púlpito não é lugar para mandar piadas. Eu devo chamar a pessoa à parte, falar com ela e pedir contas. Se eu falar mal da pessoa no púlpito, estou a colocar uma capa de religião na raiva que sinto pela pessoa. A maneira que tenho de me vingar é expô-la publicamente, mas tudo “em amor” e com versículos bíblicos. Está errado, e é por isto que Jesus chamou hipócritas aos fariseus.

O amor de Cristo nos constrange, pois não somos mais as mesmas pessoas de antigamente. É suposto hoje manifestarmos um fruto diferente. A palavra “constrange” é a palavra grega sonecho que quer dizer fazer um cerco, comprimir as orelhas, juntar, prender, limitar as escolhas. A mesma palavra era usada para descrever alguém que está preso, privado de falar e limitado nas suas escolhas. O amor de Cristo traça limite à minha volta, limitando as minhas escolhas. Já não posso agir como gostaria, nem dar ouvidos ao que quero, porque o amor de Cristo limitou as minhas escolhas. Na prática, isto significa que quando alguém fala mal de si, você já não fala como antigamente falaria. Porque, hoje, o amor de Cristo o constrange e limita as suas opções, você não tem outro caminho a não ser falar bem daquela pessoa e abençoa-la.

Isto é morrer para nós mesmos. Em Gálatas 5, depois de descrever os frutos do espírito, no versículo 24 diz: «e os que são de Cristo crucificaram a sua carne com as suas paixões e concupiscências». Manifestar o carácter de Deus é crucificar a nossa velha natureza, a nossa carne. Não é o velho homem que domina mais sobre você, mas a nova criatura dentro de si.

Há uns dias aconteceu-me o mesmo que acontecia com Jesus e os discípulos, quando a Bíblia diz que os fariseus não tinham palavras para os contradizer, nem podiam resistir ao espírito com que falavam. Um exemplo é o de Estêvão, em que os fariseus não podiam resistir o espírito com que ele falava. Há uns dias atrás, não podendo resistir à palavra de Deus que eu falava para certa pessoa, acabaram por concluir “Ele prega muito bem, mas o diabo também falava muito bem”. Este é um exemplo real, e prepare-se porque também irá acontecer consigo. Era precisamente o que diziam de Jesus e dos discípulos. Os fariseus admiravam-se de como Ele sabia letras não as tendo estudado. Diziam o mesmo de Pedro e João quando foram ao Sinédrio, admirando-se de como eles sabiam letras sem as ter estudado. Isto é a graça de Deus sobre a vida de uma pessoa. Já lhe aconteceu falar de Jesus a alguém e saírem versículos da sua boca, e nem se lembrava que os sabia? É a graça de Deus. Foi o que Jesus disse: “vos será dado, no momento certo, o que haveis de falar” (Mateus 10:19 e Marcos 13:11).

Dentro do amor temos protecção, mas fora do amor estamos no terreno do inimigo. Por isso o diabo vai tentar ofendê-lo, magoá-lo e tirá-lo do amor de Deus. Se você deixar-se ofender, responder à retaliação, pagar o mal com o mal, vai ficar em terreno do inimigo.

Romanos 8:33,34
«Quem intentará condenação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.»

Para algumas pessoas, eu já tenho lugar cativo no inferno, assim como todos que vierem atrás de mim. Mas quem me condenará? Foi Cristo quem morreu pelos meus pecados e quem ressuscitou e se sentou à direita de Deus Pai. Foi Cristo que livrou a minha alma do inferno, resgatou-me com o amor eterno e escreveu o meu nome no livro da vida. Glória a Deus!

Quando alguém lhe disser que está no caminho errado, vai para o inferno e está num seita do diabo, saiba o que está escrito na Bíblia. Não tenha medo, porque não foi essa pessoa quem pagou pela sua salvação. O que importa é o que Deus pensa de si. Deus pensa que você é Seu filho, e que vai conseguir acabar a sua carreira e receber a coroa que lhe pertence.

Não existe nada nem ninguém que possa separar-nos do amor de Deus. Por muito mal que lhe façam, só sairá do amor de Deus se quiser e deixar que um cristão carnal, que faz aquilo que a palavra de Deus diz para não fazer, o ofenda. A palavra de Deus diz: “Não vos julgueis uns aos outros. Abençoai e não amaldiçoeis”. O povo de Deus não amaldiçoa, pois somos o povo da bênção. Abençoamos até os nosso inimigos, quanto mais os nossos irmãos em Cristo.

Existe uma doutrina falsa que entrou em algumas Igrejas, dizendo que não temos de andar em amor com os nossos inimigos, mas com os irmãos. É como um pastor que tem um cajado para as ovelhas, e uma vara para os lobos. Isto é falso, e vai contra tudo o que Jesus ensinou. Ele até disse: “Se saudares unicamente os que vos saúdam, que galardão tereis? Não fazem os fariseus o mesmo? E se fizeres bem somente a quem vos faz bem, que galardão recebereis? Não fazem os fariseus o mesmo? Por isso amai os vossos inimigos, fazei bem àqueles que vos fazem mal, orai pelos que vos maltratam e perseguem. Para que sejais chamados filhos do vosso Pai que está nos céus, e que faz com que o sol venha sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos”.

A palavra “filhos” é a palavra grega uius. Existem duas palavras para filhos: tecno que significa criança nascida, e uius que significa filho adulto. O filho adulto é aquele que diz bem de quem diz mal dele, faz bem a quem lhe faz mal e abençoa aqueles que o maltratam e perseguem. Isto é crescimento espiritual, frutos do espírito, o carácter de Deus manifestando-se na vida do crente. É o que Deus espera de todos nós. Pode não chegar lá num dia, mas vai prosseguindo para o alvo. Paulo diz: «não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo» (Filipenses 4:13, 14). Vamos chegar lá porque Jesus disse que aquele que busca, encontra. A ideia de Deus é que, ao olharem para si, vejam Jesus dentro de si – tanto no bem, como no mal. As pessoas vão ver que falam tanto mal de si, mas a sua boca não fala mal de ninguém.

Tiago, no capítulo 3, diz que com a mesma boca abençoamos a Deus e amaldiçoamos os homens, feitos à imagem de Deus. Amados, não convém que isto se faça, porque de uma mesma fonte de água não sai água doce e água salgada. Cada boca fala o que está dentro do coração, e como pode falar mal se há uma nova criatura dentro de si, um novo espírito que clama: Aba Pai? Jesus dizia aos fariseus: “Hipócritas, como podereis falar bem sendo o vosso coração mau?”. A boca fala do que há em abundância no coração.

Tenha cuidado com o que anda a falar e medite nesta palavra para que, no seu coração, esteja o bom depósito, o tesouro da palavra de Deus. Ser cristão não é só vir à Igreja. Você ganhou um inimigo acérrimo, Satanás, que vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para destruir a sua vida e seu ministério. Se reagir às suas acções, como ele quer, vai ser derrotado. As suas acções e atitudes não podem ser reacções a atitudes de terceiros. Você tem de andar na palavra e fazer o que a palavra de Deus diz, ainda que no início o seu sentimento seja de perca e se sinta prejudicado. Mas lá à frente, você vai vencer porque Deus dá graça aos humildes e resiste aos soberbos.