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Sempre me lembro de como foi a primeira vez que tomei um banho de imersão, era um inverno daqueles bravos, de frio. Ao ver a banheira cheia de água quente, o vapor no ar e a temperatura ambiente agradável, pulei para dentro da banheira. Pois, se entrei com pressa, com mais pressa, tive de sair, a água estava demasiadamente quente e por pouco, não deixei lá a pele. A partir deste episódio, passei sempre a “provar a água” antes de entrar por completo na banheira.

 

Quando falamos de seguir as instruções de Deus, na nossa boa intenção, ficamos á espera de ouvir todas as instruções de Deus antes de dar-mos um passo e por vezes perdemos o tempo de Deus porque ficamos com medo de arriscar e falhar. Testa as águas, faz alguma coisa no sentido do testemunho que tens no teu espírito e se Deus não te falar nada contra, dá outro passo e segue passo a passo até que Deus te mostre o contrário. E se não continua em frente.

 

Olhamos para certos ministérios e achamos que eles estão ouvindo a voz de Deus a toda a hora. Mas na verdade não é assim. Eles receberam uma instrução, e até Deus falar outra coisa, eles seguem com as instruções que têm, isto é, continuam a fazer o que Deus falou da última vez, que pode ter sido á um dia, um mês ou um ano atrás e Deus, que não precisa de estar sempre a dizer a mesma coisa, quando tiver novas instruções; Ele as dará.

 

Os duvidosos, antes de começarem a agir, sempre pedem, que Deus confirme, o que Ele já lhes disse, para fazer. Uma segunda confirmação para fazerem aquilo que já sabem que têm de fazer. No capitulo anterior, Paulo não pediu nenhuma confirmação para ir a Jerusalém, ele sabia o que tinha de fazer e fez. Na verdade veio um profeta e confirmou que ele estava no caminho certo, mas ele não ficou dependente disso. Ele seguiu o seu espirito e começou a encaminhar-se nessa direcção e á medida que se ia aproximando, as coisas iam ficando mais claras.

 

Paulo é um exemplo, do que é seguir a orientação divina, não ficava à espera de saber o que fazer, onde ir, como lá chegar...ele ia simplesmente, e no caminho seguia a orientação. (At.13.4,5) “ Estes, pois, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre. Chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus”. Tomaram a iniciativa de ir, como Deus não disse nada em contrário eles seguiram, (At.13. 13,14) “Tendo Paulo e seus companheiros navegado de Pafos, chegaram a Perge, na Panfília. João, porém, apartando-se deles, voltou para Jerusalém. Mas eles, passando de Perge, chegaram a Antioquia da Psídia...”. Seguiram de cidade em cidade com as instruções que tinham recebido do Espirito Santo, “...partiram para Icônio.... fugiram para Listra e Derbe, cidades da Licaônia, e a região circunvizinha; e ali pregavam o evangelho... Atravessando então a Pisídia, chegaram à Panfília. E, tendo anunciado a palavra em Perge, desceram a Atália. E dali navegaram para Antioquia... E passou pela Síria e Cilícia, fortalecendo as igrejas... Chegou também a Derbe e Listra...” Como O Espírito Santo não dizia nada em contrário, Paulo partia do princípio que estava tudo bem e continuou com as instruções que tinha. Até que sucedeu algo interessante. (At.16.6-8) “ Atravessaram a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia...” Paulo começou a” testar as águas”, apalpando terreno foi para outra cidade, “... e tendo chegado diante da Mísia...” Também aqui Paulo percebeu que não era para fazer nada, então seguiu “testando as águas”, “... tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu...” Paulo não ficou parado e quieto, seguiu “testando as águas” foi para outra cidade, “...Então, passando pela Mísia, desceram a Trôade...” Percebe? Ele seguiu com as instruções que tinha e a medida que ia recebendo o testemunho do Espirito em contrário, ele seguia noutra direcção testando as águas, ou seja, atento ao testemunho do Espirito Santo, mas fazendo, andando. As instruções claras, do Espirito Santo não se fizeram esperar, “...De noite apareceu a Paulo esta visão... um homem da Macedônia, que lhe rogava: Passa à Macedônia e ajuda-nos...” Paulo não convocou uma campanha de oração e jejum para saber, quando é que Deus quer nos enviar á Macedónia. Não, estava claro que era para ir já. “... E quando ele teve esta visão, procurávamos logo partir para a Macedônia, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciarmos o evangelho”. Paulo, seguiu assim o resto da sua vida. E no final ele mesmo disse de consciência tranquila: (IITm.4.7) “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”. Esta é a forma Bíblica de Deus nos orientar, (Sl.32.8) “Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei no caminho em que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos”. Ensina-nos no caminho, vai nos dirigindo á medida que seguimos no caminho que Ele nos deu. (Pv.20.24) “Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor...”. O homem dá os passos (caminha) e o Senhor vai dirigindo.